Há semanas acaba água às 19h e volta às 8h do dia seguinte (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O rompimento de rede adutora, ao menos há uma semana, mudou drasticamente as noites de moradores do bairro Terra Rica 3. As irmãs Roberta Clélia Waltrich Lavorenti e Ingrid Waltrich Lavorenti relam o mesmo problema, e afirmam ser a reclamação de todos do entorno: há semanas acaba água por volta das 19h e volta apenas no dia seguinte, às 8h.

Elas ressaltam que já comunicaram o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto), e relatam que até mesmo alguns funcionários da autarquia sabem da situação dos residentes. “Um educado funcionário, teve um dia, disse que minha reclamação era apenas mais uma naquele mesmo dia vinda do Terra Rica 3”, afirma Ingrid, que enquanto conversa com o Jornal de Piracicaba, adiantava os afazeres domésticos antes de um eminente novo corte de água.

De fato, o Semae está ciente do problema. Em nota, afirma que trabalham para resolver a falta de água constante, mas apesar de já ter identificado o problema, não deu previsão de quando vai normalizar o serviço.

“Na última sexta-feira, houve rompimento de rede adutora de água bruta entre a Captação do Corumbataí (atrás da Raízen) e a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Capim Fino, o que deixou a ETA sem água para tratar.  Ainda estamos com dificuldade de restabelecimento de alguns reservatórios, todavia, estamos trabalhando para normalizar o mais breve possível”, informou a autarquia.

No entanto, as tratativas com o Semae, conta Ingrid, nem sempre são positivas. Ela, assim como Roberta, ressaltam que estão constantemente ligando para autarquia devido à gravidade e persistência do problema. “Já até me falaram, sem paciência, que não era problema do Semae, e sim da minha residência”, revela Ingrid.

“Acontece que, como cidadãs, pagamos impostos e também temos direito a água. A situação é complicada, falta água inclusive para lavar a mamadeira de minha filha pequena”, completa a moradora do Terra Rica 3. A irmã Roberta vai além na reclamação. “A demanda do bairro cresceu e não investiram em armazenamento de água”.

Ela também alça um pertinente questionamento sobre o problema, que diz respeito ao momento da crise da covid-19. “Precisamos reverter essa situação, sendo que o mundo está passando por uma pandemia e o pessoal aumentando valores das contas. As pessoas saem prejudicadas”.

Erick Tedesco

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

13 − dez =