Morre cão baleado por ex-PM em Piracicaba

Foto: Divulgação

Corpo de Baruk passará por autópsia para atestar causa da morte

O cão da raça pastor belga malinois, Baruk, que foi baleado no pescoço por um vizinho em Piracicaba, morreu na tarde deste domingo (10) após passar mal. Depois de ferido pelo ex-policial militar com um tiro de calibre 38 no último dia 3 de julho, o animal, que tinha cerca de dois anos de idade, havia passado por cirurgia para retirada do projétil e teve alta.

O veterinário Matheus dos Santos, do Núcleo de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Piracicaba, que atendeu o cachorro desde os primeiros socorros, disse que o animal era mantido em observação porque não se sabia a gravidade da lesão e que ainda havia estilhaços do projétil no corpo dele.

O corpo de Baruk passará por exames e autópsia nesta segunda-feira (11), para atestar as causas da morte. “A dor de perder um paciente é muito grande. Fizemos de tudo, mas, infelizmente, ele não resistiu. A história dele ficará marcada para sempre”, lamentou o veterinário.

A delegada Olívia dos Santos Fonseca, encarregada do caso agradeceu publicamente a Matheus, ontem (10) em uma rede social “pela dedicação e lindo trabalho” do profissional e também escreveu “Estou com a consciência tranquila, pois busquei que houvesse justiça, ainda que o resultado tenha sido diferente do esperado por mim. Peço orações ao tutor de Baruk, pois não é fácil perder um amigo”.

O ex-policial militar de 70 anos que atirou no cachorro foi preso em flagrante na data do crime e liberado após audiência de custódia, mediante pagamento de fiança de R$ 1 mil, devido à sua condição de saúde. “É um homem idoso que já passou por duas situações de acidente vascular cerebral, faz uso de 12 medicamentos ao dia e tem uma deficiência auditiva”, explicou a delegada Olívia.

Ele vai responder pelos crimes de maus-tratos a animais e porte ilegal de arma de fogo e está proibido pela Justiça de residir em seu endereço por seis meses e de se aproximar de seu vizinho, que é tutor do animal baleado.

De acordo a delegada Olívia, foi apurado que havia uma rixa entre os donos dos animais, e que houve uma situação na qual os três animais da vítima escaparam da chácara onde vivem e foram ao terreno do autor do disparo.

“Por outro lado, o terreno do autor não era cercado, o que facilitava o acesso aos animais [dele]. E os policiais militares me disseram que os cachorros do autor não estavam machucados, então não tinha como ele alegar que agiu no momento para impedir que o cão da vítima agredisse os cachorros dele. Até porque ele teve tempo de pensar e raciocinar. Ele atingiu o cachorro, um pastor belga malinois da vítima, dentro da casa da vítima”, ela detalhou.

Laís Seguin
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