Mortandade de peixes repercute na Assembleia Legislativa e Câmara

Foto: Alessandro Maschio/JP

Parlamentares comentaram e cobraram providências dos órgãos responsáveis pela fiscalização do rio Piracicaba

A mortandade de aproximadamente duas toneladas de peixes no rio Piracicaba ocorrida no fim de semana repercutiu nos Poderes Legislativos estadual e municipal. Na Assembleia Legislativa do Estado, a denúncia e pedido de providências ocorreu durante a sessão ordinária desta segunda-feira (9). O deputado estadual Alex de Madureira (PL) cobrou explicações sobre a mortandade.

A pedido da Prefeitura de Piracicaba, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) fez a coleta e apuração das águas nas regiões onde os animais mortos foram achados, mas nenhuma alteração foi encontrada até o momento.

“Foram encontrados milhares de peixes mortos, de diferentes espécies, em alguns trechos do rio. Nós comunicamos as autoridades locais sobre o acontecimento e, junto ao grupo SOS Rio Piracicaba, estamos oficiando órgãos responsáveis, como a Cetesb e a Ares PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) para que encontrem os responsáveis”, afirmou o deputado.

“A notícia que temos é que a Cetesb já avaliou o teor de oxigênio da água, a temperatura e o grau de poluição, mas nada que pudesse explicar o ocorrido foi achado. Entretanto, essa é uma situação que demanda resposta. Algo aconteceu e precisamos cobrar para que não se repita novamente”, informou Alex.

Para ele, essa é uma preocupação ambiental para pescadores e moradores de todas as cidades que integram a bacia PCJ. “A morte desses animais é um tema que envolve não só meio ambiente, mas também saúde e até mesmo o turismo regional. Nossa cidade deve ser vista como aquela da piracema. Assim como seu nome sugere, Piracicaba em tupi é o ‘lugar onde o peixe para’, mas faz isso se preparando para subir o mirante, se reproduzir e dar ainda mais vida ao rio”, completou em seu pronunciamento.

Já o vereador Gustavo Pompeo (Avante) utilizou a tribuna da Câmara Municipal para falar sobre a mortandade. Ele contou que em outra ocasião entrou em contato com a Cetesb, sem sucesso. Devido a essa experiência, o vereador disse não ter esperança de uma ação efetiva da companhia para que a mortandade acabe na cidade. “Hoje não pode mais pescar na área urbana de Piracicaba, é uma lei federal. Eu pesquei a minha vida inteira, mas a pessoa pescando não pode. Parece que o vilão sou eu. Produto químico, dejetos lançados, pode”, afirmou.

Beto Silva
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