Mortes por gripe em Piracicaba registradas em 2022 já são o dobro em relação ao ano passado

Foto: Alessandro Maschio/JP

Baixa adesão à vacinação no ano passado está entre os motivos apontados pela Saúde para óbitos

Quatro pessoas morreram em decorrência da gripe H1N1 neste ano em Piracicaba. O número de vítimas é o dobro do registrado em 2021. A Secretaria de Saúde informou que as informações epidemiológicas referentes a 2022 ainda são provisórias. Segundo a pasta, o aumento no número de óbitos em 2022 se explica pela baixa adesão à campanha de vacinação contra a gripe no ano passado, em decorrência da pandemia da covid-19; o surgimento de uma nova cepa da gripe no início de 2022, a qual as vacinas existentes na campanha passada ainda não tinham efeito contra ela e ainda, o surto desta nova cepa da gripe no início de 2022 aliado a um pico de novos casos de covid-19, que contaminou muitas pessoas.

A Secretaria de Saúde destacou que a campanha de vacinação contra a gripe neste ano já começou, atendendo aos grupos prioritários e que a vacina disponível na campanha de 2022 já é eficaz contra a nova cepa.

“Para frear a disseminação destas doenças na cidade, a prefeitura realizou diversas ações para qualificar o atendimento a população, como ampliação dos atendimentos em UPAs (unidades de Pronto Atendimento) e a retomada do Projeto RespirAr nas unidades da atenção básica, com realização de testes rápidos para diagnóstico das doenças, bem como o incentivo à vacinação para os grupos de risco, tanto para a covid-19 quanto para a gripe.

VACINAÇÃO
Seguindo o calendário estadual de vacinação contra a gripe, a Prefeitura de Piracicaba ampliou a partir de da última semana, os grupos que vão poder se imunizar. Serão contemplados diversos grupos de profissionais. A vacina contra gripe é aplicada, sem agendamento, nos Crabs (Centro de Referência das Atenção Básica) (exceto o da Paulista) e UBSs das 8h às 15h e nos PSFs (Programas Saúde da Família) das 8h às 16h, nos dias úteis.

Segundo a Saúde, nesta etapa vão ser contemplados caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiro urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; forças de segurança e salvamento; forças armadas e funcionários do sistema prisional, além da população privada de liberdade.

Além desses, a campanha continua para idosos acima de 60 anos; crianças de seis meses a menores de cinco anos; profissionais da saúde e gestantes e puérperas; professores das redes pública e privada; pessoas com deficiência; pessoas com comorbidades e indígenas.

Beto Silva
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