Motociclistas organizam ato por lei que regulamenta atividade

Motociclistas reclama de dificuldades para atender lei (credito: Amanda Vieira/JP)



A comissão formada por motofretistas e mototaxistas de Piracicaba organiza para o dia 2 de março (segunda-feira) uma manifestação contra a regularização da atividade no município prevista na lei aprovada no final do ano pela Câmara de Vereadores.

Os profissionais reclamam das dificuldades de se adequar à legislação municipal e pedem que a regularização ocorra de forma gradativa.

Em nota, a comissão informou que o objetivo do grupo é a garantia ao trabalho e renda dos profissionais. “Não estamos acima da lei, tão pouco queremos isso, só partimos do princípio que a lei não pode simplesmente vigorar para subtrair a renda dos motoqueiros de Piracicaba, uma vez que essa renda é o sustento da nossa família. Principalmente se levarmos em consideração que já estamos no mercado, que já executamos o serviço e que somos profissionais da categoria, uma vez que o mercado já nos contrata para realização do mesmo. Não temos como objetivo o confronto, tão pouco o caos e a desordem! Estamos unidos, somos um movimento coletivo com um objetivo comum entre todos os motoboys de Piracicaba, só queremos continuar trabalhando”, informou.

Segundo grupo, o formato para regularização da categoria tem trazido um desgaste para os profissionais. Segundo eles, a prefeitura tem demonstrando falta de flexibilização e entendimento da realidade em que vive a categoria e destacam dois aspectos que a prefeitura não compreenderia: o ano de fabricação da moto que segundo a comissão não consta do texto da lei federal e o prazo para regularização da categoria.

“Temos encontrando muita dificuldade e diversos empecilhos para realizarmos as exigências que constam no texto da lei. Mesmo com nossos esforços em procurar as autoridades pertinentes, todos exigem um tempo para providenciar a documentação necessária para a regularização. Sem mencionar o fator financeiro que impacta diretamente no suprir as necessidades do trabalhador e da família. Queremos frisar que não queremos rasgar a lei, nem tão pouco estamos nos recusando a efetivarmos a regularização da categoria”, afirma a comissão.

A Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte) foi procurada ontem para comentar o assunto, mas até o fechamento desta matéria não havia se manifestado.

Beto Silva

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