Motoristas de aplicativo de refeição pedem melhorias

Local onde ficam dificulta que cumpram o prazo de entrega (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Paralelo à paralisação de 1º de julho em Piracicaba dos entregadores de aplicativo, existe uma reclamação específica dos trabalhadores da categoria que ficam próximos ao Shopping Piracicaba, à espera de chamadas de restaurantes e lanchonetes dentro do estabelecimento comercial.

De acordo com um representante dos motociclistas do ponto, que preferiu se identificar apenas como JR, cerca de 100 trabalhadores ficam por ali, principalmente das 11h às 14h e, para a demanda da noite, das 18h em diante (em Piracicaba, ele estima que existem mais de 600).

“Queremos bancos, para esperar os atendimentos, e um abrigo, que sirva de proteção para quando chove”, ele informa. Os entregadores de aplicativo ainda não têm um sindicato local que os representem.

Desde o início da pandemia, os entregadores devem respeitar as normas de funcionamento do comércio e, portanto, não podem mais esperar as chamadas na área do estacionamento do Shopping. Eles ficam no local mais próximo ao atendimento, que é na rua paralela ao estacionamento, por onde caminhões descarregam diariamente mercadorias das lojas.

“É faixa amarela dos dois lados, ou seja, não podemos ficar aqui, e por isso agentes do Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte) constantemente aparecem ameaçando nos multar, e então precisamos sair”, relata JR.

Uma das entregadoras, Scarlet Alves, contextualiza a demanda do setor. “Precisamos ficar próximos à entrada do Shopping, existe um tempo a ser cumprido entre aceitar o pedido e chegar ao local para retirar o pedido para a entrega – precisamos ir a pé do portão até a loja. Acontece que a rua tem um espaço pequeno para motos, e nenhum específico para os entregadores, além de estar sempre muito cheia de carros”.

Um outro entregador de aplicativo, que concorda com a problemática sugerida por Scarlet, tem até um local, que considera “ideal”, para a fixação de bancos e um toldo, para protegê-los da chuva e sol. “Pode ser aqui, a uns 15 metros do portão”, fala e aponta o lugar, na calçada do lado esquerdo da rua, sentido Shopping.

Em nota a Semuttran informou que “não foi procurada pela categoria com essa solicitação e que irá avaliá-la, juntamente à direção do Shopping”.

O JP também entrou em contato com o Shopping Piracicaba sobre a demanda dos entregadores de aplicativos que escolheram trabalhar, em determinados horários, próximo ao estabelecimento. A administração do local respondeu que tomou conhecimento desta solicitação “somente agora, via reportagem do Jornal de Piracicaba”.

“Com certeza, serão todos cuidadosamente analisados assim como reforçamos que estamos abertos a conversar com a Prefeitura (Semuttran) para eventuais melhorias no entorno. Vale ressaltar que também estamos à disposição, caso os entregadores queiram agendar uma reunião para detalhar o assunto”, informa a nota.

Paralisação no dia 1º de julho
Outro representante dos entregadores de aplicativos, que pediu o anonimato com medo de represália de superiores, garantiu que trabalhadores da categoria vão reverberar em Piracicaba uma manifestação que será nacional, no dia 1º de julho. “Não vamos fazer login no aplicativo neste dia. Além disso, planejamos um buzinaço em diferentes partes da cidade”.

As reivindicações são desde direitos trabalhistas e acesso a equipamentos de proteção individual para garantir mais proteção contra a pandemia da covid-19, até melhorias no relacionamento da empresa com usuários, melhores taxas etc.

Erick Tedesco

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