Mulher alega que perdeu a visão após ser atingida por bala de borracha

Uma mulher de 42 anos, que atua como líder comunitária da Comunidade Portelinha alega que perdeu a visão do olho direito e sofreu cinco pontos na testa após ser atingida por disparo de bala de borracha, que teria sido feita pela Guarda Civil, na noite do último sábado (10). Ela relatou que saía da casa de uma amiga e quando fechava o portão percebeu que tinha sido atingida. A mulher foi socorrida pela própria corporação à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Frei Sigrist, na Vila Cristina.

Na segunda-feira (13), a mulher passou por uma consulta em uma clínica especializada em olhos. “Vou passar por um longo tratamento até que esteja apta para colocar uma prótese, pois perdi meu olho direito. Sinto muitas dores e minha vida mudou de repente, pois sempre fui muito atuante. Sempre realizei um trabalho de entrega de cestas básicas na comunidade e por enquanto não consigo fazer mais nada.

O CASO
A dona de casa alega que foi alerta pela amiga que não saísse naquele momento, pois estaria acontecendo algo na rua. Ela nega ter participado de algum baile funk com aglomeração no bairro.
“Quando percebi que já estava calmo eu saí e fechei o portão. Depois senti um impacto forte e gritei que estouraram meu olho. Saiu muito sangue. Um rapaz tentou me socorrer, mas foi impedido pelos guardas, que me colocaram na viatura e me levaram até a UPA”, relatou a moradora. Ela alega ainda que procurou uma advogada para acompanhar seu caso e ainda não sabe se irá entrar com alguma ação na Justiça.

OUTRO LADO
A Guarda Civil informou que atendeu a solicitação da Vigilância Sanitária sobre aglomeração na comunidade. Viaturas da GC e PM foram acionadas para auxiliar na fiscalização. Segundo registrado em boletim de ocorrência, os guardas foram recebidos com pedras e garrafas e tiveram de usar o elastômero (bala de borracha). Já na saída da comunidade, os guardas foram solicitados por uma moradora que apresentava ferimento e foi socorrida. O comando da GC informa que irá encaminhar BO à Corregedoria para apuração das circunstâncias.

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Cristiani Azanha
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