Mulher deixa bebê de 4 meses com o suposto pai na Portelinha

PMs foram chamados pelo suposto pai (Divulgação)

Um bebê com 4 meses foi deixado com o suposto pai, um mecânico de 43 anos, na Comunidade Portelinha, anteontem à noite. Ele não reconhece a paternidade e por isso acionou a Polícia Militar. O Conselho Tutelar também acompanhou o caso. O menino ficou provisoriamente em um acolhimento emergencial. A mãe da criança, uma mulher de 24 anos, que é usuária de drogas, alegou que quis deixar o filho sob os cuidados do pai.

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe do bebê esteve na casa do mecânico e foi recebida pela esposa dele. Ela disse que deixaria seu filho aos cuidados do pai. Em seguida, o mecânico se aproximou e pegou a criança. A mãe do bebê alegou que iria até um bar na comunidade e saiu. Em seguida, o homem avisou a PM. Quando os policiais chegaram na casa do mecânico, ele estava na calçada acompanhado do bebê no carrinho.

O mecânico alegou à PM, que teve um relacionamento com a mãe da criança, que é garota de programa, por aproximadamente três anos e meio. Mas há um ano e três meses estão separados. No entanto, após alguns meses do término do relacionamento, a ex, que estava grávida, procurou-o alegando que seria o pai. Na ocasião, alegou que a mulher fizesse o exame de DNA por meios próprios para confirmar a sua paternidade. Desde então, ela tem ido até a sua casa questionando-o sobre o filho.

POLÍCIA
O casal, a mãe e o bebê foram conduzidos o plantão policial, onde o caso foi registrado e depois todos liberados após prestarem depoimento.

CONSELHO TUTELAR
A conselheira tutelar Miulaine Cardoso enfatizou que o bebê não foi abandonado pela família. “A avó materna esteve no Conselho em busca do neto”, afirmou a conselheira. Miulaine disse ainda que a família já era atendida pelo Conselho Tutelar, pois a mãe é usuária de cocaína e era atendida pelo Caps-AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas), mas teve uma recaída nas drogas.“A família tenta uma internação para dependentes químicos para a mãe do bebê. A avó materna estava como responsável pelo menino, mas ela tem vários problemas de saúde e não tem autoridade pela filha, pois ela esperou que a idosa dormisse para que pudesse sair com o bebê. Não foi o caso, mas o menino poderia ser colocado em risco. Somente por isso, o bebê não foi devolvido à família, pois é bem cuidado”, completou.

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Cristiani Azanha
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