Mulher mantida sob cárcere vai à escola dos filhos para pedir ajuda

Suspeito foi detido pela Guarda Civil (Divulgação/GC)

Uma mulher que fugia do marido após ser mantida sob cárcere privado, em Ibituruna, esteve ontem na escola dos filhos para pedir ajuda. A Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil foi acionada.
O acusado foi localizado na casa da família e encaminhado à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), onde prestou depoimento e foi liberado. Ele será investigado durante o inquérito policial. A mulher e os filhos foram atendidos pelo Crami (Centro Regional de Registro e Atenção aos Maus Tratos na Infância).

De acordo com a Guarda, os agentes foram acionados pela diretora da escola, que informou que a mãe de alguns de seus alunos estava sofrendo violência doméstica. A vítima foi até a unidade escolar com os filhos, e o marido foi atrás deles e chegou a invadir a escola.

Os guardas do Pelotão Rural e da Romo (Ronda Motorizada) conversaram com a mulher, que alegou que esteve em cárcere privado durante a noite e que durante a manhã, usou a desculpa da escola das crianças para poder pedir socorro.

AGRESSÕES
Alegou que convive com o marido há 19 anos, mas é constantemente agredida, pois ele têm muito ciúmes, não a deixa trabalhar e se aproveita da mulher, que toma remédios fortes, fazendo sexo sem seu consentimento. A vítima se trancou no quarto de seus filhos durante esta noite para que ele não abusasse dela, mas foi ameaçada de morte diversas vezes.

O marido é 30 anos mais velho e iniciou o relacionamento quando ela ainda tinha apenas 14 anos. Desse relacionamento, tiveram 3 filhos: Duas meninas de 6 e 5 anos, e o caçula de dois anos, que é autista. O suspeito não foi localizado nas imediações da escola, mas os guardas estiveram na casa do casal, onde ele foi encontrado.

Ele chegou a ser encaminhado à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). A delegada Monalisa Fernandes registrou o boletim de ocorrência. A mãe e filhos foram levados para um abrigo com o apoio da Guarda Civil. Segundo a GC, o suspeito foi liberado após prestar depoimento.

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Cristiani Azanha
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