Mulher é acusada de matar namorado a facadas e alega legítima defesa

Filhas da acusada de 4 e 7 anos estavam na casa (Reprodução)

Uma tosadora de 28 anos foi presa, nesta sexta-feira (04) à noite, acusada de matar o namorado, o marceneiro Leandro Giovani de Souza, de 36 anos, com duas facadas, na casa da vítima, na região do Parque Orlanda I, em Piracicaba. Ela alegou à polícia legítima defesa, pois Souza teria ameaçado matá-la na frente das filhas dela de 4 e 7 anos. Segundo o boletim de ocorrência, ela teria tomado a faca das mãos do namorado e golpeou-o. Depois do crime pegou as filhas, foi até um bar nas imediações e avisou a polícia. A mulher foi localizada pela Polícia Militar na casa da irmã dela. Levada ao Plantão Policial, a tosadora foi autuada em flagrante sob acusação de homicídio.

De acordo com a PM, por volta das 21h30, a corporação foi avisada sobre o crime que ocorreu em uma residência da vítima, na rua Leonilda Rodrigues do Amaral, 387 e que a autora era a namorada. Os policiais localizaram a tosadora na casa da irmã dela, que fica em um condomínio. Quando chegaram localizaram a mulher na rua, em frente a moradia e de pronto, confessou o assassinato.

Alegou ainda, que pretendia se apresentar à polícia. A tosadora relatou que sofreu agressões do seu namorado e tentado se desvencilhar por diversas vezes, inclusive correu até o portão e pedido socorro. Ela disse que o namorado teria pego duas facas colocado na janela da residência e falou que só sairia viva de lá se matasse-o.

Naquele momento, a mulher correu até a cozinha, mas o marceneiro teria se aproximado dela com uma faca na mão e disse para que pegasse a faca e matá-lo senão ele iria matá-la. Em seguida, a suspeita alegou que conseguiu pegar a faca, pois ele não segurava a faca com força, mas o namorado começou a enforcá-la. A tosadora informou que conseguiu dar duas facadas nele. Depois, pegou suas duas filhas de outro relacionamento, correu para casa do pai dela e depois da irmã. A acusada informou que há câmeras de segurança nas imediações.

LOCAL DO CRIME

A Polícia Militar informou que o portão da residência estava aberto e haviam marcas de sangue na garagem. Ao entrarem no imóvel, localizaram a vítima caída na cozinha. Esclarece os policiais que o ambiente estava repleto de sangue e também bagunçado, com vários objetos no chão.

Uma equipe dos bombeiros, composta também por um enfermeiro, observou que o marceneiro já não tinha mais sinais vitais. Instantes depois, a médica do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que também foi acionada, constatou que a vítima não resistiu.

O local foi preservado pela PM até a chegada dos peritos do IC (Instituto de Criminalística). Os agentes localizaram no interior da casa um documento da acusada.

APURAÇÃO

O investigador Felipe Cavalcante Bitu, que esteve no local e conseguiu localizar um familiar do marceneiro, que informou que ele residia sozinho e afirmou que ele fazia consumo regular de bebidas alcóolicas. Questionada sobre a autoria do crime, ela teria informado que não tinha dúvidas que o crime era da namorada dele. O marceneiro teria um relacionamento com a acusada há um ano, mas sabia pouco falava sobre o envolvimento deles, porque Souza sempre teve uma personalidade reservada.

Os policiais seguiram as buscas e teriam localizado a acusada, que foi encaminhada ao Plantão Policial e autuada em flagrante sob acusação de homicídio.

DEPOIMENTO

Na presença de seu advogado, a  indiciada, em seu interrogatório policial, a mulher alegou que assim que chegou a casa do namorado, ele teria ficado bravo, porque ela não lhe respondia as mensagens no celular. O casal começou uma discussão e em seguida, a tosadora o chamou para que conversassem no quarto. Mas ele começado a lhe agredir e tacar o dedo no rosto da depoente. Depois passou a dar socos e jogou-a ao chão. Ela ainda teria sido segurada no pescoço. A mulher conseguiu escapar e correu para sala, mas o namorado começou a gritar e pegou o celular dela. A tosadora tomou o celular e alegou que iria chamar a polícia. O homem ficou mais agressivo e jogou o celular na parede. Depois a depoente pegou o celular de Leandro e jogou no chão. A mulher disse que correu para garagem e começou a pedir socorro, mas continuava sendo agredida com violência. Para se defender, a tosadora pegou um cabo de vassoura, mas ele tomou-o de suas mãos e continuar.

Segundo ela, o homem foi para a sala, onde estavam as filhas da tosadora e continuou com as agressões. Alega ainda que o namorado pegou duas facas, uma de cor branca e outra de cor escura e colocou na janela da cozinha e disse para depoente “é com essas facas que você vai morrer na frente das crianças”. Em seguida, foi puxada pelos cabelos e quando o homem disse que iria morrer, ela conseguiu tirar a faca das mãos dele e golpeou-o no ombro. Mesmo ferido, ele teria tentado erguer a mão para a tosadora e novamente, a mulher efetuou outra facada no abdômen.

Depois foi a até um bar com as filhas e pediu para chamar a polícia. Informou ainda que todos ficaram perguntando o que teria ocorrido, mas por algum tempo ficou sentada na frente da casa esperando a polícia chegar, mas decidiu ir para casa de seu e pai e em seguida, sua irmã foi lhe buscar. Os próprios familiares teriam informado a localização dela aos policiais, porque pretendia se entregar. A mulher foi conduzida ao plantão policial e permaneceu presa até a sua apresentação à audiência de custódia.

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Cristiani Azanha

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