Mulher morre após ser atacada por cão da família

Cão foi levado para lar temporário (Divulgação)

A dona de casa Sonia Regina da Silva Marthos, 62, foi atacada pelo cão, que foi criado desde filhote, no final de semana, na chácara da família, no distrito de Tupi.

A mulher saiu no quintal, quando foi mordida pelo animal, na região do pescoço e cabeça. O marido da vítima e um filho emprestaram o carro da vizinha para tentar socorrê-la.

O auxiliar de produção L.C.M., de 35 anos, disse que percebeu que a mãe sangrava muito e tinha medo que teria atingido alguma artéria. “Nossa ideia naquele momento foi socorrê-la até a unidade mais próxima de casa que era a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Piracicamirim, mas quando chegaram lá, nos disseram que atendiam somente casos de covid-19. Tentei explicar que o caso da minha mãe era grave e que ela não conseguia chegar em outra unidade, mas não nos ajudaram e nem deram qualquer tipo de orientação. Nem ao menos chamaram uma ambulância. Corremos em alta velocidade, buzinando no trânsito até a UPA da Vila Cristina, mas ela teve uma parada cardíaca e não resisti. Temos consciência que os ferimentos dela eram grave, talvez se fosse socorrida antes, ela teria uma chance”, desabafou o filho da vítima.

A Secretaria de Saúde foi procurada sobre o caso, mas não retornou o contato realizado pela reportagem.

O CASO

Ele disse que na noite do ocorrido foi visitar os pais e estava em um dos quartos da casa, quando ouviu os gritos. “Minha mãe foi até o quintal e puxou alguma coisa na reciclagem. Pode ser que o cachorro se assustou. Ele tinha uns cinco anos e dormia dentro da casa dos meus pais”, comentou o ajudante.

O cão era mestiço de rottweiler com labrador. A protetora e vereadora Alessandra Bellucci (Republicanos)esteve na propriedade da família para prestar solidariedade e retirou o animal da chácara. Ele foi levado para um lar temporário.

Protetora e vereadora Alessandra Bellucci diz que cão será socializado (Divulgação)

“Iremos fazer um trabalho de acompanhamento com adestrador, avaliações comportamentais e clínicos para avaliar se ele tem algum problema. Aparentemente não tem, pois é um animal totalmente submisso, está muito triste. Hoje (ontem) ele comeu e está totalmente apático. Está em uma situação muito difícil de se ver”, relatou a defensora animal.

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Cristiani Azanha
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1 COMENTÁRIO

  1. Nesse caso do cão, acredito na fatalidade, mas também acredito que não se nega socorro a ninguém independente da situação, se essa senhora tivesse recebido os primeiros socorros ou a ambulância tivesse levado talvez ela estivesse viva, para mim foi omissão de socorro.

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