Música contribui para aliviar o estresse e melhorar sistema imunológico dos idosos

Os sons remetem a memórias do passado e proporciona alegria e afetividade. / Foto: Freepik.

A música está sendo uma aliada importante para o bem-estar de aproximadamente 15 idosas que vivem em uma casa de repouso em Curitiba. Em isolamento social constante, devido ao risco de contaminação pelo novo coronavírus, a serenata – feita sob o som de violino, violão, percussão e saxofone – está contribuindo para reduzir o estresse, melhorar a memória, a capacidade de comunicação e o sistema imunológico, além de reduzir a ansiedade dos idosos.

A serenata mais recente – que é feita do portão da instituição – foi em comemoração aos 91 anos de uma das hóspedes da Solary Ville. Uma das responsáveis e fundadora da casa, Roberta Morais, conta que os efeitos da música são imediatos.

“Além de todos os benefícios comprovados, percebemos que a serenata possibilita o resgate de memórias e contribui para o estímulo da coordenação motora e fala quando elas cantam e dançam com a música que mais gostam”, relata Roberta.

MÚSICA X ALZHEIMER

A musicoterapia utiliza o repertório de músicas afetivas e preferenciais do paciente buscando estimular a memória, reorganização da estrutura do pensamento, orientação espaço-temporal, diminuição do isolamento social e afetivo, da agitação ou apatia e até mesmo da irritabilidade e agressividade.

Em contrapartida, o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa associada à idade causada pela morte de células cerebrais, manifestando-se pela perda de funções cognitivas como a memória, orientação, atenção, aprendizado, linguagem e de capacidades mais refinadas e profundas como as de avaliar, prever e planejar.

Como não há cura para o Alzheimer, o diagnóstico precoce é importante para se tentar preservar ao máximo as capacidades intelectuais oferecendo tratamentos e opções para promover qualidade de vida aos pacientes.

A musicoterapia tem sido recomendada pelos neurologistas por comprovarem eficácia e por retardarem os sintomas. Em seu livro “A Música e o Cérebro”, Oliver Sacks escreve que a música pode “acordar a alma escondida e evocar respostas pessoais de memória, associações, sentimentos, imagens, a volta do pensamento e da sensibilidade”.

A responsável técnica da Solary, Jane Mendes, explica que as serenatas se somam às diversas atividades que as idosas realizam, entre elas, a fisioterapia, terapia ocupacional, dança e outras. “Todo o nosso trabalho visa a prevenção e o cuidado com a saúde física e mental das nossas hóspedes. Aliamos carinho com atividades indicadas por profissionais capacitados e de acordo com a individualidade de cada uma das nossas idosas”, conta Jane.

MÚSICA E AFETIVIDADE

Para a musicista Karol Salih, integrante da banda, a música tem o poder de gerar emoções e alívio do estresse. “Já que as idosas não podem ser abraçadas neste momento, com a música, nós levamos amor, emoção e boas lembranças. Isso ajuda elas a matarem a saudade da meninice através dessas canções antigas”, conta a cantora, compositora e violinista.

Da Redação

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