Musicalização infantil amplia percepção de mundo

Musicalização infantil ajuda a desenvolver diversas habilidades | Foto: Beto Farias

Musicalização infantil é a ferramenta para o desenvolvimento social e cognitivo na primeira infância que o experimente músico piracicabano Augusto Presotto optou para retornar a ensinar por meio de sons, melodias e partituras. Este instrumento de educação, como ele ressalta, traz diversos benefícios às crianças, inclusive para encarar com mais leveza este momento único em meio à pandemia da covid-19.

“Musicalização infantil, de forma ampla, se relaciona com o ato de sensibilizar as crianças para a música, e isso se dá por meio de jogos, brincadeiras, experiências e sempre de uma maneira que a envolva com a atividade, sem prendê-la a teorias. Ou iniciá-la ou formá-la em algum instrumento, necessariamente”, explica Presotto sobre o ofício.

O intuito é fazer a criança se interessar por música, mas também fazê-la perceber como a música é presente no cotidiano. “Fazer com que ela amplie seu repertório musical, conhecer os tipos de instrumentos, como eles podem ser usados na música etc”.

Além disso, continua o professor e ex-guitarrista de diversas bandas, entre elas a Deeper Than That, que teve projeção internacional, é um método de ensino que amplia horizontes. A musicalização pode acontecer também com o uso de instrumentos não convencionais, como ukelele e flauta transversal.

E este envolvimento leva a criança para outras áreas do conhecimento. Tem a linguagem, as questões de atividades motoras e até mesmo de conhecimentos gerais, explica Presotto. “É possível relacionar um determinado tipo de música com um país”.

Os benefícios são muitos. “Quando penso em musicalização, o ideal é trabalhar em grupos e, desta forma, traz a questão do trabalho em equipe, de despertar o sentido de ouvir o outro e esperar a sua vez de se expressar. A convivência com os colegas é enriquecedor”, ressalta o professor.

Uma diferença do ensino tradicional é que a musicalização abre espaço para aprender por meio do lúdico. “Tem essa possibilidade da criança ter mais liberdade para se expressar”.

Outro benefício, é ampliar a percepção de mundo dos pequenos, “num período em que estamos muito abertos para aprender”, coloca Presotto. “É mais efetivo. Ainda que não opte por tocar um instrumento no futuro, o aprendizado da musicalização vão acompanhar a criança em seu desenvolvimento como um ser social”. Um repertório musical e de vida, reforça o professor.

Pelo aspecto da pandemia da covid-19, ele contextualiza, o desafio é, primeiro, trazer a criança a este universo da musicalização e, ao mesmo tempo, fazer com que os pais se envolva com os filhos nesta proposta. “Musicalização para pais e filhos é um projeto futuro”, revela Presotto. Mais sobre o método pode ser conferido no Instagram do músico (instagram.com/gutipresotto).

Erick Tedesco

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