Na retomada das atividades Shopping registra pouco movimento

Estabelecimento faz o controle da entrada de pessoas (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Ao contrário de corredores comerciais do Centro, o Shopping Piracicaba não registra aglomerações durante a semana. Após uma reabertura no começo de junho que causou filas para entrar, tanto de automóveis como de pessoas, o centro comercial do bairro Areão agora está com novo horário de funcionamento, com apenas quatro horas (16h às 20h) aberto e fechado aos domingos, tudo para evitar aglomerações no seu interior, um risco grande para uma eventual disseminação da covid-19.

O Jornal de Piracicaba esteve em duas oportunidades nesta semana no Shopping, na segunda-feira (15) e sexta-feira (19) à noite. No intuito de provar que a reabertura foi segura e planejada, o estabelecimento comercial, historicamente um dos pontos preferidos dos piracicabanos e moradores da região para passear, determinou que apenas 20% de sua capacidade pode ser ocupado enquanto durar a pandemia. Ações preventivas também contemplam 300 pontos de álcool em gel, sinalização para o distanciamento na escada rolante etc.

É obrigatório entrar de máscara e passar por um medidor de temperatura (câmeras termográficas), monitorado por um funcionário do Shopping e que dura questão de um segundo. Em seguida, a pessoa deve seguir à esquerda e passar álcool em gel nas mãos, disponível em um totem. Para o álcool em gel cair, é preciso acionar um dispositivo com o pé, e aí então pode começar as compras ou o passeio. Essa é a dinâmica de todas as três entradas do estabelecimento.

Outro cuidado de segurança, conta Fábio Oliveira, superintendente do Shopping Piracicaba, é que todos os acessos e áreas internas foram demarcados com comunicação visual preventiva, além de aplicação de antibactericidas nos tapetes de entrada para desinfecção dos calçados, entre outros serviços. Ele ainda garante que o estabelecimento passa por desinfecção diária. “Diariamente as equipes de limpeza executam a higienização com água ozonizada, indicada para a eliminação de vírus, bactérias e protozoários”.

Os corredores estavam vazios, com poucos consumidores, apesar de ainda mais fora do que dentro das lojas. A reportagem presenciou apenas três filas para adentrar em um comércio, duas do setor de telefonia móvel e um na lotérica, com pessoas respeitando o distanciamento.

Sobre o controle de entrada de consumidores, Oliveira aponta ser “rigoroso” e fala de como é feito. “As equipes de Operações executam o controle pelo acesso de veículos (nas cancelas) e pedestres (nas entradas). Os decretos dos órgãos públicos permitem o funcionamento apenas com 20% da capacidade. Desde a reabertura parcial, no dia 1º de junho, essa porcentagem vem sendo cumprida com rigor.

As praças de alimentação estavam fechadas, inclusive com sinalizações nas mesas que avisam ser proibido consumir alimentos no local – as cadeiras foram retiradas. Ao redor, alguns restaurantes funcionavam apenas na opção delivery, enquanto outros, especialmente os que servem por quilo, a estavam de portas fechadas. Outro local ainda impróprio para receber pessoas é a praça do cinema e o cinema em si.

Para fiscalizar se as pessoas respeitam as regras distanciamento e o uso de máscaras, segundo a assessoria de imprensa do Shopping, seguranças estão em pontos estratégicos para garantir o cumprimento, no entanto, a reportagem do JP presenciou três pessoas sem máscaras – um adolescente e um casal adulto. A assessoria garantiu que reportaria à segurança para tomar as devidas medidas.

Além disso, o gerente de uma loja de suplementos, João Pedro Ribeiro, relatou ao JP outro problema. “Infelizmente, vejo pelos corredores muitas pessoas caminhando sem máscara quando ingerem algum alimento. Não é correto com a maioria, inclusive nós, os lojistas, que nos policiamos tanto para atender com segurança”.

Sobre boatos de que lojas fecharam durante o período em que o Shopping fechou aos consumidores, Oliveira aponta que nenhuma loja encerrou as atividades.

Erick Tedesco