Documento nacional teve assinatura de 70 políticos (Foto: Fabrice Desmonts)

A vereadora Nancy Thame (PV) assinou, junto a um grupo de mais de 70 políticos de diferentes legendas, um manifesto suprapartidário que defende a união de forças e respeito às recomendações internacionais para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil. A iniciativa foi organizada pela Raps (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), organização a qual a vereadora participa há alguns anos.

O manifesto foi escrito após recente pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), feito na noite de terça- -feira (24), em que critica as medidas de isolamento tomadas por governadores e prefeitos e defende a retomada das atividades econômicas e escolares, com a adoção do que chamou de isolamento vertical (isolar só os mais vulneráveis como idosos e doentes crônicos).

De acordo com a Raps, a postura contraria orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e da maioria da comunidade científica e epidemiológica.

Para a vereadora Nancy Thame, “o isolamento vertical já mostrou ser ineficaz conforme experiências de outros países”. “Neste momento, enquanto pesquisadores e universidades buscam uma vacina eficaz para a erradicação deste vírus, nosso dever como cidadãos é seguir as orientações médicas da OMS, em que prioriza o isolamento social como uma das medidas eficazes para achatamento da curva de infecção do vírus.

Isso é prevenção e planejamento, sendo uma maneira de diminuir o crescente número de vítimas fatais”, diz.

Assinam o manifesto 3 senadores, 17 deputados federais, um governador, 9 deputados estaduais e distritais, 11 prefeitos e vice-prefeitos e 31 vereadores, incluindo a vereadora Nancy Thame.

O MANIFESTO
No documento, a Raps citou o fato do rápido e perigoso avanço do novo coronavírus no Brasil impõe a necessidade urgente de concentrarmos todos os esforços no combate à pandemia.

Entendemos que o momento é de união, para encontrarmos soluções mais assertivas e eficientes no enfrentamento da doença, com prioridade na garantia de mais recursos e apoio aos estados e municípios, que estão na linha de frente, atuando para assegurar a dignidade e a sobrevivência da população.

Reforçamos nossa extrema preocupação com qualquer medida, declaração ou decisão política que contrarie as orientações das autoridades sanitárias, em especial da Organização Mundial de Saúde, ou que agrave a vulnerabilidade de milhões de brasileiras e brasileiros expostos à doença e a seus efeitos’, diz parte do documento.

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