‘Não me arrumo, mas não trabalho de pijama e nem deitada’: a realidade do profissional em teletrabalho

Foto: Alessandro Maschio/JP

JP conversou com duas profissionais que contaram como se adaptaram ao teletrabalho desde a pandemia

Adaptação é tudo na vida, aponta a psicologia. No home office não é diferente. A pandemia da covid-19 forçou profissionais a se reinventarem e em muitas situações, deu certo. São os casos de Nicoli Piovezanni, 29 anos, que trabalha de forma híbrida; e Camila Nardini Fogo, 31, que atua em home office.

Camila, analista de comunicação em uma empresa em São Bernardo do Campo, trabalha em casa desde 2020. “Eu já tinha uma mesa no quarto para meu computador pessoal. Quando vim para o home office, só troquei a máquina. Também comprei alguns acessórios de escritório, como porta canetas, pasta organizadora, suporte para o notebook”.

No começo, ela estranhou. “Eu nunca gostei de trabalhar em casa, para mim era importante ter essa separação de espaço. A minha casa era meu lugar de descanso e quando passou a ser local de trabalho também, causou um certo desconforto. Em relação ao trabalho em si, como eu tinha uma equipe que já estava junta há bastante tempo, nós conseguimos nos organizar e até melhorar nossas entregas. Já a integração na nova empresa, foi bem estranho ser totalmente on-line, mas está sendo uma experiência ótima e já entrei no ritmo. No fim, acostumei-me bem com o home office”, contou ela ao JP.

A analista conta que faz questão de não trabalhar de pijama. “Eu não me arrumo como se estivesse no escritório, mas não trabalho de pijama e nem deitada, nem em frente à televisão. Eu tenho uma rotina que ajuda muito a organizar o meu dia, então, eu acordo, tiro pijama, arrumo a cama, tomo café da manhã e começo a trabalhar. Procuro respeitar os horários e evitar estender o expediente, colocar limites foi essencial para a minha adaptação”.

Já Nicoli Piovezanni mora em Piracicaba e teve a rotina profissional mudada em virtude da pandemia. “Sou Head de Operações e trabalho com marketing digital, gerencio as atividades do squad na parte estratégica e analítica, acompanho de perto os clientes desde elaborações das campanhas até treinamentos de vendas para o setor comercial. Trabalho de forma híbrida, posso executar todas minhas tarefas on-line e troco experiências com os demais colegas presenciais no escritório alguns dias na semana, tenho liberdade de horários. Uma das metas da empresa é “Cumpra metas, não horários”. Ela conta ao JP que no começo foi difícil trabalhar isolada em seu quarto, mas se adaptou.

“Consegui criar uma rotina bem flexível e hoje prefiro ficar em casa, pois acabo rendendo muito mais, deixando meu dia mais produtivo”, conta ela. Sobre as roupas que usa, diz que só quando tem reuniões online coloca trajes “mais profissionais”. De resto, passa o dia de forma despojada.

Mas e aí? É mais fácil trabalhar em casa ou dentro da empresa? “Eu já amo o home office. Eu levava cerca de uma hora e meia no trajeto para o escritório, tinha que acordar muito cedo, chegava muito tarde em casa e não tinha tempo para nada. Agora eu vejo um ganho muito grande em qualidade de vida. Mas eu também acho importante a interação com os colegas, então, o modelo híbrido seria o ideal para mim e espero que as empresas considerem essa opção para sempre, vejo que todos ganham de alguma forma tendo flexibilidade”, pontua Camila.

Já Nicoli reconhece: “sempre que trabalho em casa, trabalho mais (risos), é mais difícil manter um horário em casa. No escritório já consigo delimitar melhor o horário de trabalho. No geral, eu prefiro a forma híbrida, pois você consegue ajustar seus compromissos pessoais e otimizar melhor seu tempo, sem se isolar”.

Da Redação

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