“Nascemos originais e morremos cópias”

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Esta frase, título do artigo desta semana, é de Carl Gustav Jung (psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica) e, por meio, dela, convido meu leitor a viajar comigo numa transformadora reflexão.

Repare que a todo momento estamos dialogando conosco mesmos e isso tem total influência em nossas vidas. É nossa voz interior, nosso eu, e representa um consolidado de tudo o que aprendemos, ouvimos e acreditamos. Se você se escuta dizendo frases como “eu não consigo”, “eu não posso”, “está tudo errado”, isso “deve ser assim”, ou “não deve ser assim”, etc.,saibaque é a voz do que você aprendeu, recebeu e acreditou até esse momento. Veja, então, a importância de sempre estar no controle desse diálogo, mas de maneira crítica.

Carl Rogers, psicólogo estadunidense, precursor da psicoterapia humanista e o criador da Terapia Centrada na Pessoa, colabora com nossa reflexão através de uma análise fascinante: “Estarei vivendo de uma maneira que é profundamente satisfatória para mim e que me expressa verdadeiramente? Esta talvez seja a pergunta mais importante para o indivíduo”.

Sim, Carl tem razão, porque ela nos deve fazer analisar se, no decorrer da nossa vida e das nossas decisões, estamos realmente ligados à nossa essência, à nossa originalidade, ou se já “nos abandonamos” pelo caminho…

Para entender isso ainda melhor, é só observar os reflexos dessa “incoerência interna”, de forma individual e coletiva. No individual, pelo aumento assustador do número de dificuldades,conflitos, transtornos e doenças emocionais,além, claro, dos suicídios. No coletivo, um mundotão dividido e que reclama da atual situação que vive, seja na esfera econômica, ambiental, política, social, individual, coletiva, sentimental, enfim, tantas desordens provocando o caos na segurança, na confiança, na qualidade de vida,na saúde, na paz, no amor. Quanto mais a tecnologia nos remete à “rede”, mais as pessoas estão se isolando. Paradoxo que poucos estão enxergando, mas que as estatísticasenxergam muito bem! O dinheiro, vícios e tantas outras fugas, não estão trazendo sentido, ao mesmo tempo que os prazeres que o mundo oferece não estão trazendo respostas. O consumo ou as imagens editadas das redes sociaisnão alimentam o que a alma necessita (essência), entretanto, são estes os heróis que cada vez mais tomam o lugar de protagonistas no palco da vida das pessoas, deixando-as como merasescravasespectadoras, consumistas, cópias…

Ninguém além de você deve ter o controle da sua vida. Você é o único responsável pela maneira como se sente e age. Quando você se apodera destes conceitos, você ganha a chave que altera seus pensamentos,emoções e o que o externo significa para você, ou seja, você passa a ter o domínio da sua realidade, consegue mudá-la e, além disso,cria uma blindagem sobre influências negativas ou manipuladoras.

Uma das coisas que mais me fazem feliz é quando um paciente ou então um aluno dos meus cursos me fala que “conseguiu a chave”, está dominando a própria vida e encontrou o sentido dela. Gostaria muito que todos conseguissem isso. Nossas possibilidades são infinitas, mas, para a maioria, elas ainda não foram descobertas.

Lembre-se: a única coisa entre você e seus objetivos são os seus pensamentos limitantes!

Que tal, a partir de agora, contrariar o título do artigo de hoje?

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