Natal nos lares de idosos está diferente, mas muito especial

Foto: Claudinho Coradini/JP

Quando a ausência de um abraço carinhoso é sinônimo de cuidado, sabemos que são tempos difíceis o que vivemos em 2020.


Para proteger os idosos – que são grupo de risco para a covid-19 – os lares da cidade proporcionam um Natal diferente aos internos, mas não menos especial.


A retirada deles das instituições e a visita da população e dos familiares estão com restrições ou proibidas, mas não vão faltar amor e esperança no nascimento de tempos melhores, principalmente com a chegada da vacina.


No Residencial Bem Viver, o tradicional amigo-secreto não vai faltar. Porém, dessa vez será apenas entre os idosos, cuidadores e funcionários. Já no dia 25, nascimento do menino Jesus, o almoço de Natal foi em ambiente aberto, apenas com os internos, com decoração à altura dessa data tão importante para o ocidente.

“Com todo cuidado, iremos nos alegrar com eles no dia de Natal. Vamos fazer o máximo pra vê-los felizes”, comenta Erica Castro, cuidadora e supervisora do Bem Viver.

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Lauren Susane, auxiliar administrativo do Bem Viver, lembra que não ir para a casa dos familiares pode causar o sentimento de que os idosos foram “esquecidos”, exatamente como a instituição não quer que eles se sintam. Desta forma, os familiares poderão ir até o lar (com horário agendado e seguindo os protocolos sanitários) ou fazer uma chamada de vídeo.


Como em outros lares de idosos da cidade, o Bem Viver foi atingido pela covid-19, mas segundo Lauren todos os atuais 13 residentes testaram negativo para a doença. Nesse contexto, para superar essa fase difícil, os votos para este Natal e para o próximo ano são de esperança.


No Lar Betel, o presidente Luiz Adalberto dos Santos conta que a retirada dos idosos só será possível se, na volta, eles fi carem em quarentena, o que as famílias estão optando por não fazer. Na instituição, também não vai faltar o carinho com a segurança necessária para não deixar a data passar em branco, com celebrações voltadas ao público interno, como almoço e algumas músicas.


O presidente enfatiza que o Lar não pode descuidar em um só minuto, pois outro surto seria “extremamente perigo” para os internos. 70% dos idosos foram infectados e 10 morreram pela covid-19 no Lar Betel, segundo Santos. “O que nós temos que transmitir a eles é que estão em um lugar seguro, com
pessoas que cuidam e que têm por eles amor”, comenta.


A tradicional campanha “adote um idoso” do Lar dos Velhinhos não foi possível este ano. Mas, mesmo assim, a instituição não deixou de sentir a solidariedade da população, que se mobiliza para ajudar.

Maria Salete Fleurys, do setor de assistência social do Lar dos Velhinhos, lembra também que os idosos que residem nos chalés se mobilizaram para entregar um presente para cada idoso que mora nos pavilhões. As visitas estão suspensas. “Claro que a instituição não consegue suprir a necessidade de um familiar, que eles estão acostumados a ter visita, então estamos vendo a melhor forma de, com esse gesto de carinho, estar proporcionando tudo isso para eles”, afirma Maria.


Segundo o presidente do Conselho Administrativo do Lar, Sílvio Rodrigues Alves, os votos da instituição são de um futuro melhor no ano que vem com a chegada da vacina.

Andressa Mota

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