“Nosso principal aspecto é tempo para adequação”, diz mototaxista

Trabalhadores se reuniram em frente ap ´r[edop dp Centro Cívico para pedir uma resposta da Administração. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Os mototaxistas e motofretistas de Piracicaba têm até o final de março deste ano para se adequarem à nova regulamentação da profissão. Mas esse período, segundo membro da Comissão que representa os profissionais, não é o bastante para que os profissionais tenham, principalmente, renda suficiente para atender às exigências.

Na terça-feira (21) cerca de 50 motofretistas e mototaxistas realizaram manifestação pacífica em frente à prefeitura para reivindicar respostas da Administração. “Nosso principal aspecto é tempo para troca de frota, para adequação, uma vez que diversos órgãos levam tempo também para nos colocar no sistema, diminuir alguns valores quanto ao curso de motofrete”, conta Robson Job, representante da comissão dos que esteve na prefeitura.

 

Representantes da categoria conversaram com o prefeito. (Divulgação)

Na quinta-feira (23), o prefeito Barjas Negri encontrou-se com representantes sindicais patronais e entidades como a Acipi (Associação Comercial e Industrial), Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Piracicaba e Região) e Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes, para pedir apoio dessas instituições na divulgação da necessidade da regulamentação, pois, para o prefeito, “a lei traz mais segurança para todos”.

A comissão protocolou também na quinta-feira documento na Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) com pedidos de flexibilização da lei.

A previsão para a resposta é na próxima semana. “A prefeitura vai analisar o documento, mas esclarece que é obrigada a seguir a legislação estadual e federal”, informou por meio da assessoria de imprensa.

Job conta que “a grande importância” para os motoristas é serem reconhecidos pelo trabalho que realizam. “Infelizmente os estabelecimentos realmente acabam abusando […] e o valor é muito baixo da taxa”, comenta.

Boa parte da renda dos motoristas, segundo Job, vai para a manutenção e combustível do veículo. “Além da manutenção, quando você tem uma lei rígida que vem realmente impondo algumas coisas sem a flexibilização, o que acontece é que a gente não consegue recurso no pequeno tempo hábil de regularização que a prefeitura oferece”, comenta. “A gente precisa de uma valorização do mercado para que possa ter um pouco mais de recurso financeiro para que a gente possa ir atrás daquilo que a legislação está pedindo”, enfatiza.

De acordo com o secretário do Trabalho e Renda, José Luiz Ribeiro, há no município 175 mototaxistas e motofretistas inscritos como MEI (Microempreendedor Individual). Além disso, o secretário informa que os motoristas têm linha de crédito no Banco do Povo de até R$10 mil, com juros de 0,34 a 0,70%.

“O interessado precisa ter o nome limpo e levar os documentos necessários e o orçamento do que precisa adquirir. Vale para moto e equipamentos. Depois que o dinheiro é liberado, basta apresentar a nota fiscal”, explica Ribeiro.

A regulamentação exige curso profissionalizante tanto para motofretista, quanto para mototaxista, mas o Sest/Senat (Serviço Social do Transporte/ Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) oferece apenas o curso de motofretista, que custa R$200. Para fazê-lo, o motorista precisa ter mais de 21 anos e ter habilitação na categoria “A” por, pelo menos, dois anos. “Não há necessidade do mototaxista fazer o curso de motofretista”, pontua Job.

 

Andressa Mota

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