Nova greve dos caminhoneiros está prevista para 1º de fevereiro

Foto: Amanda Vieira/JP

Os caminhoneiros autônomos planejam nova paralisação a nível nacional a partir de 1º de fevereiro. De acordo com a ANTB (Associação Nacional do Transporte Autônomo do Brasil), os acordos firmados ao fim da greve de 2018 não foram cumpridos e o preço do combustível “está pior”, com aumentos semanais. O representante da Associação, José Roberto Stringasci, afirma que o previsto é de que 90% da categoria adira a paralisação já nos primeiros dias e 60% no primeiro dia.


Stringasci lembra que algumas leis criadas em 2018 visando atender às reivindicações dos caminhoneiros não saíram do papel. Ele cita, em específico, a Lei 13.703/2018, que institui a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, está parada no STF (Supremo Tribunal Federal) após recursos de entidades. Cobram uma data para a votação.


O alto preço dos combustíveis também é um ponto crucial. Stringasci cita a política de preço dos combustíveis, pelo PPI (Preço de Paridade de Importação). “Chegamos que o preço internacional aqui no Brasil, não compensa, então nós precisamos ter uma redução imediata nos valores do combustível e que se tire esse PPI. Aqui no Brasil não tem como trabalhar com preço internacional sendo que todo nosso frete é em real”, avalia.

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Segundo Stringasci, após 2018, a população de modo geral começou a entender o impacto do preço do transporte no cotidiano e, por isso, a paralisação prevista para 1º de fevereiro deve ter mais adesões. “Eu creio que, se deixaram aí do jeito que está indo, vai ser bem maior do que em 2018, porque estão tendo adesões de muitas outras entidades. […] Naquela época, a população não entendia a nossa luta. Agora, eles conseguem entender um pouco mais, que preço de combustível, de pedágio, quem paga é o consumidor final, nas prateleiras de mercado”, afirma.


O secretário-geral do Sifrucap (Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários, Fretamento, Usinas e Transportes de Cargas Secas e Molhadas de Piracicaba), Alex de Assis Paes, conta que os motoristas levam até a entidade as dificuldades que sofrem na estrada, como alto preço do combustível e pedágio, falta de estadia para descanso nas rodovias, vias perigosas com risco de acidentes e assaltos, entre outras. “Não tem como não apoiar, está alto demais, está uma vergonha para os caminhoneiros e a gente também sofre com isso. O movimento é dos caminhoneiros autônomos, mas as empresas também sofrem, com certeza”.

Andressa Mota

1 COMENTÁRIO

  1. Felizmente os caminhoneiros começam a acordar e retirar seu apoio a esse governicho BOZO, incompetente, incapaz, perdido, criminoso e cruel….

    Eh, gente, antes tarde do que nunca…. IMPEACHMENT PARA O BOZO, COM CASSAÇÃO DA CHAPA…. #MOURÃOTAMBÉMNÃO ….

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