Novas empresas e estímulo às instaladas: projeções do governo para a retomada econômica

A estagnação da expansão industrial e o represamento de demandas apresentadas por investidores são os primeiros enfrentamentos

O anúncio pela Organização Mundial de Saúde de que o planeta estava em pandemia foi prenúncio de uma série de efeitos em todos os setores da economia, não do Brasil, mas de todo mundo e, também da cidade de Piracicaba. Uma crise que perpassou governos municipais e foi, e ainda é o primeiro grande e extenso desafio da gestão municipal, em especial, do desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda. Temas que estão sob a responsabilidade o ‘multisecretário’, José Luiz Guidotti Junior, hoje, titular da pasta da Semdettur, secretaria que uniu o Desenvolvimento econômico o Turismo e o Trabalho e Renda num único espaço físico e de geração de políticas públicas.

A primeira proposta desenvolvida por Guidotti Junior foi justamente a unificação das secretarias municipais, enfrentando resistência de setores que entendiam, e ainda entendem, que o Trabalho e Renda mereciam continuar com a atenção especial da administração. A integração se justifica pela atua já em andamento em várias frentes, desde a ativação dos contatos com as empresas, dando celeridade às demandas por áreas para expansão e ouvindo novas empresas interessadas em se instalar na cidade, à reorganização do setor de Turismo, duramente afetado na pandemia, passando pela organização de cursos de formação e qualificação iniciados “com força total” já no primeiro trimestre deste ano.

Para o secretário, a importância da unificação das secretarias é estratégica, de otimização das estruturas e de recursos humanos no sentido de trabalhar o desenvolvimento econômico de Piracicaba. “Devemos pensar na Secretaria do Trabalho, que fará ações de política para a geração de emprego, renda, formação e qualificação de mão de obra. Estruturar o Turismo como mais uma fonte geradora de trabalho e renda. Incentivar as empresas também no sentido de geração de empregos. Ou seja, todas as nossas ações e projetos visam o foco único no Desenvolvimento Econômico de Piracicaba e as três antes secretarias agora unificadas, trabalham em uma única direção”.

Segundo Guidotti, Semdettur pretende estimular a qualificação, um ponto sensível que confronta a existências de vagas de trabalho com a qualificação insuficiente daqueles que estão em busca de um a oportunidade. “Projetos estão sendo desenvolvidos, em ações conjuntas com empresas, escolas, instituições e governo, que visam aumentar a qualificação da população, a fim de gerar mais oportunidades de recolocação profissional”, afirma.

Para alcançar resultados esperados, o secretário afirma que os projetos acontecem a partir do entendimento de nossas vocações, necessidades, grupos de contratação de empresas e pesquisas realizadas. “Aumentando os programas de capacitação esperamos empregar mais piracicabanos e diminuir a importação de mão de obra de outros municípios”, projeta.

Guidotti Junior destaca o perfil do novo governo é de fomento à economia e que Piracicaba passou por um período de estagnação em termos de expansão do seu parque industrial. “Porém, tão logo assumimos e fomos dando vazão às demandas das empresas, há muito tempo represadas, os resultados começaram a aparecer”, sinalizando que está em vias de acontecer anúncios que marcarão o início de um novo ciclo de crescimento e expansão do nosso parque industrial. “O que gerará muitos recursos financeiros e empregos diretos em nossa cidade”, garante.

Apostando na virada de comportamento do desenvolvimento econômico da Piracicaba, o secretário afirma que o trabalho que vem sendo desenvolvido para atrair novas empresas, assim como incentivar as que já estão instaladas, teve início com a aproximação entre a Secretaria e as entidades representativas do setor como Acipi, Simespi, Ciesp, Senai, Senac, Sebrae, sindicatos de empregados, além das empresas de uma forma geral. “O município já possui uma lei de incentivo para empresas que buscam a cidade para se instalarem, como também para aqueles que visam a expansão de suas unidades fabris. Havia uma lista de espera de mais de 70 empresas, dos mais variados setores, sem qualquer resposta há muitos anos”, revela apontando que o momento é de atualização da lista de interessados aliado ao mapeamento de novas áreas.

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