Novo presidente da AAXV fala sobre projetos e dificuldade na pandemia

Douglas Tamanini foi eleito no dia 18 de maio (Foto: Amanda Vieira/JP)

A AAXV (Associação Amigos do XV de Novembro), entidade filantrópica fundada no começo do século para salvar o XV de Piracicaba de uma possível falência em 2001, elegeu no último dia 18 de maio, o aposentado Douglas Tamanini como o seu novo presidente, em mandato que irá até maio de 2022. Na AAXV desde setembro de 2013, Tamanini disse que já tem planos para aumentar a receita da Associação, mas em razão da pandemia de covid-19, não conseguiu fazer nada no momento.

“Trabalho há seis anos na Associação, quando o presidente ainda era o José Carlos Masson. Tinha um cargo na parte política da AAXV que estava vaga e ele perguntou se queria trabalhar lá. Como já era aposentado, falei eu sim. Perguntei sobre os honorários, ele me passou tudo, fiquei interessado e comecei minha trajetória no AAXV”, disse o novo presidente sobre o seu começo, sendo que já projeta os desafios no cargo.

“A AAXV sobrevive da doação de R$ 1 na conta água. Esse dinheiro é totalmente revertido para as categorias de base. É a associação que administra, pagando parte do pessoal envolvido na base, do técnico, roupeiro, massagista, alguns atletas”, disse Tamanini, ressaltando que com o corte de funcionários, a AAXV consegue acumular mais receita para repassar a base do XV. “Entra muito pouco, média de R$ 12 mil por mês e esse dinheiro revertemos totalmente para o XV, aproveitando também o fato da associação não ter mais funcionários. Era uma despesa de R$3 mil no geral contando os funcionários. E agora esse dinheiro sobra e acumula juros”, explicou.

Um dos projetos em mente do novo presidente é de conseguir recursos por meio de empresas de pequeno porte, explicando a importância da Associação e a ajuda que dinheiro trará. “A minha ideia é visitar empresas de pequeno porte, porque as grandes já costumam colaborar com o XV. Já que no final das contas toda a arrecadação irá para o XV de alguma forma, não adianta pedir de alguém que já ajude o Nhô Quim. Quero visitar essas empresas para ver se eles colaboram com R$ 50 ou R$ 100 por mês, para ver se assim conseguiremos chegar à meta de R$ 30 mil por mês, para assim fazer algo maior para a categoria de base”, detalhou.

Tamanini também falou sobre o impacto negativo da pandemia, impedindo qualquer ação da Associação em pouco mais de 45 dias de mandato. “Tem atrapalhado. Depois que fui eleito não conseguimos sequer marcar uma reunião, sendo que a maioria (dentre eles eu) são do grupo de risco. Os diretores têm mais de 50 anos, com exceção de um ou outro. Em função da pandemia não estamos podendo fazer nenhum trabalho e nem visitas a empresas, portanto estamos todos de mãos atadas”, explicou.

Mauro Adamoli