O adeus ao atleta Gama, ídolo das provas de pedestrianismo

Foto: Divulgação

A história das corridas de pedestrianismo em Piracicaba se confunde com a trajetória vitoriosa de José da Gama Ribeiro Filho, o Gama, que durante décadas foi o maior representante da modalidade na região.

Natural de Poço Verde (SE), Gama era apaixonado pelas corridas de rua e foi por aqui, em Piracicaba, que percorreu centenas de quilômetros em mais de quatro décadas como legítimo representante da Noiva da Colina, onde cultivou amigos seja como esportista ou exercendo a profissão de eletricista.

Por diversas vezes representou a cidade de Piracicaba nos Jogos Regionais e nos Jogos Abertos na década de 80. Participou da Maratona de Brasília e de várias edições da Corrida Internacional de São Silvestre, onde alcançou a sua melhor marca no ano de 1994, quando liderou a corrida por 8 km. Como especialista nas provas de 5 km e 10 km venceu centenas de provas em todo o Brasil, foi duas vezes vice-campeão na Corrida Integração e disputou o Troféu Brasil por vários anos.

Em sua última prova oficial, Gama foi o campeão no 52º Campeonato Paulista de Atletismo Master, realizado nos dias 19 e 20 de dezembro, na pista de atletismo do Centro Olímpico, em São Paulo.

O amigo Wainer Maurício Ignácio descreve Gama como um ídolo, uma referência aos atletas de todas as idades. “Quando iniciei nas corridas de ruas, sonhava em seguir os passos do Gama e chegar ao seu nível técnico. Por um momento, o sonho se tornou realidade, já que por diversas vezes, estive ao seu lado correndo pelas ruas de Piracicaba.”

Para Marcos Antonio Borges, Gama foi um campeão, sobretudo no auge de sua carreira durante a década de 80. “Ele sempre ocupou lugar no pódio e esteve entre os melhores até os dias atuais, pois, mesmo com a idade que tinha conseguiu levantar um último troféu de campeão. Uma lenda!”

Na sexta, dia 16, Gama foi vítima de atropelamento no bairro Glebas Califórnia e teve morte cerebral. De acordo com relatos de familiares, o amor por Piracicaba era enorme e seu desejo era ser enterrado em Piracicaba. Aos 59 anos, ele foi sepultado na tarde de ontem, dia 19, no Cemitério Municipal da Vila Rezende, em Piracicaba.

Edilson Morais

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