O home office ganha força durante a pandemia

A pandemia do coronavírus tem gerado, no mundo todo, uma quantidade massiva de informações segundo o Google News, a Covid-19 foi mencionada mais de 1,1 bilhão de vezes na mídia. O crescimento estimado para a economia mundial em 2020, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é de 2,4%, o menor desde 2009.

Devido a interrupções de atividades industriais e em suas cadeias de suprimentos, as organizações ainda estão aprendendo a lidar com um cenário instável. Desse modo, é importante ressaltar que, para planejar e definir estratégias diante dessa nova conjuntura, a primeira etapa consiste em compreender as interferências do macroambiente.




Para tanto, sempre se recomendou analisar o passado para compreender o presente e traçar o futuro, porém, no contexto atual, é necessário entender que o passado não é mais um guia para o futuro. O primeiro passo para navegar num ambiente de mudança é elaborar uma estratégia de sobrevivência a fim de resolver prioridades, depois preparar uma estratégia de manutenção com objetivo de recuperação e, finalmente, uma estratégia pós-crise para voltar a crescer.

As culturas organizacionais e estruturais tendem a mudar, e a adoção emergencial do home office foi a principal delas, o que lhe atribuiu um caminho sem volta. Essa modalidade de trabalho, que quer dizer “escritório em casa”, permite que pessoas e empresas se conectem a distância. O home office, que era algo incomum para muitas empresas, tornou-se uma necessidade.

Conforme pesquisa da SAP Consultoria em RH, em 2018, o número de home officers em todo o mundo correspondia a 32,5% dos profissionais. Em 2019, esse número aumentou para 35%. Quando o assunto é Brasil, a cidade de São Paulo é uma das maiores concentrações de home officers. Estudo realizado pela Infobase, em 2020, aponta que o home office deve crescer 30% após a crise do coronavírus.

Portanto, é fundamental que os líderes de negócios pensem, testem e compreendam que a tecnologia é cada vez mais um ativo humano. Como exemplos, podem-se citar o e-commerce e o ensino a distância, os quais devem crescer, respectivamente, 30% e 100%.

Tal modalidade de trabalho já se mostrou efetiva, visto que carros são tirados das ruas, o transporte público é desafogado, e a economia é mobilizada de outra forma. Ademais, faz com que as pessoas tenham mais tempo para cuidar de sua própria saúde e usufruir de coisas que lhes dão prazer. A Owl Labs, outra empresa de consultoria, conduziu uma pesquisa que entrevistou 3.028 empregados pelo mundo. Identificou-se que o aumento da produtividade e foco são as principais razões pelas quais os respondentes escolheram o trabalho remoto.

Tais informações foram confirmadas por outra pesquisa feita pelo State of Workplace Productivity, que entrevistou 2.009 trabalhadores em tempo integral a partir de 18 anos. Em momentos de instabilidade, é preciso ser flexível com estruturas e modelos corporativos para prosperar.

Nesse sentido, a adoção do home office permite que a organização possa ter uma resposta mais rápida aos novos desafios do dia a dia. Caso sua empresa tenha adotado essa prática, podem ser destacadas como vantagens: economia com transporte e alimentação; autonomia para gerenciar seus horários; liberdade para trabalhar como quiser desde que entregue os resultados; proximidade ao economizar tempo que gastaria em trânsito até o escritório. Já como desvantagens podem ser listadas as seguintes: distrações com animais de estimação; visitas; telefonemas sem relação com o trabalho; a ausência de interatividade com outras pessoas e o funcionário não estipula horários de descanso.