Segunda passagem do atleta terminou dia 6 e seus feitos ficarão guardados na memória da torcida. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O mundo dos esportes é caracterizado por idas e vindas de atletas. No futebol essa prática é mais comum, já que, entre um campeonato e outro, uma dezena de jogadores são contratados, enquanto que outra dezena de despedem dos torcedores depois de meses ou anos. Alguns jogadores chegam despercebidos pela torcida e pela mídia, sendo vistos com desconfiança se não atingirem os objetivos esperados no início. Mas eles treinam duro para conquistarem seu lugar ao sol e no coração dos torcedores, a ponto de participarem de momentos históricos da equipe e se tornarem ídolos da torcida. Quando eles partem, a torcida sente saudades, mas sabe que eles fizeram o possível e até o impossível para ficarem guardados na lembrança dos torcedores. Esse é o caso do meio campista André Cunha.

O contrato do ídolo quinzista chegou ao fim na última sexta-feira (6) e não foi renovado, encerrando a segunda passagem do “Lenhador” no Barão da Serra Negra. O jogador, atualmente com 40 anos, chegou ao clube para a disputa do Paulistão A2 de 2011, quando foi peça importante na conquista do título da competição, que recolocou o Nhô Quim na elite estadual depois de um longo período. O retorno ocorreu no segundo semestre de 2017. No total, são 120 jogos e 22 gols feitos pelo Alvinegro.

Em sua despedida, o atleta não escondeu o seu afeto pela agremiação e seus torcedores. “O XV é o clube que mais defendi e marquei gols. Agradeço a instituição e, principalmente, a torcida quinzista, por todo o carinho e respeito que sempre teve comigo. Os momentos que vivi aqui, jamais serão esquecidos. Nada os apagará. Espero ter deixado bons exemplos e atitudes positivas. Torcerei sempre pelo XV, o qual desejo muito sucesso”, externou André Cunha, que disputou 120 jogos e marcou 22 gols.

A primeira passagem ocorreu entre os anos de 2011 e 2012, quando o meia, natural de Araçatuba, foi contratado após passagem pelo CRB. O ponto alto daquela passagem foi o título da Série A2 2011, competição em que o atleta brilhou, com atuações consistentes e decisivas, além de sempre aparecer nos momentos mais críticos dos jogos. O principal exemplo foi na decisão diante do Guarani, em que, após empate em 2 a 2, André converteu a terceira cobrança de pênalti, resultando na vitória por 4 a 2. No ano seguinte, esteve no elenco que voltou a disputar uma Série A1 após 16 anos e fez o primeiro gol do Nhô Quim após sua volta, no empate em 1 a 1 com o Santos. Sua primeira passagem terminou no final daquele ano, quando se transferiu para o União Barbarense na temporada 2013.

A segunda passagem começou no meio de 2017, após o Nhô Quim disputar a Série D. André, que também disputou a quarta divisão nacional daquele ano (com a camisa da Caldense-MG) chegou para a disputa da Copa Paulista, competição em que o Alvinegro era o atual campeão. O meia liderou a equipe e foi decisivo nas quartas de final, quando, após derrota por 2 a 1 para o São Caetano fora de casa, o Alvinegro precisava vencer para avançar. André “colocou a bola debaixo do braço” e fez sua melhor partida em sua segunda passagem, marcando os dois gols na vitória por 2 a 0 e colocando o XV na semifinal. Problemas físicos aliados com a idade, fizeram o atleta perder espaço nas últimas duas temporadas, mas nada que o fizesse perder o carinho e respeito conquistado pela torcida quinzista, que o guardará eternamente em seus corações.

Mauro Adamoli

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