O medo e o confinamento em tempos da pandemia coronavírus

Medo e a ansiedade estão cada dia mais presentes na população brasileira com a crise promovida pela pandemia do coronavírus, que afeta intensamente alguns países os quais são necessários pensar em estratégias para tentar evitar sua disseminação entre a população.

Neste momento é muito importante prestar atenção aos cuidados relacionados à prevenção da transmissão e tentar, se possível, manter a calma diante dos principais fatores de relevância para a doença nesse momento.



Vivemos de incertezas promovidas pela situação de emergência sanitária em países como China, Itália, Espanha e cabe uma reflexão a toda a população mundial para vivermos uma reorganização social nesse momento, com o intuito de superação do mal-estar emocional às pessoas que vivem a relação direta ou indireta com o coronavírus.

É preciso cuidar e acalmar a população idosa que é a qual mais sente pânico com a possibilidade de contrair o vírus, devido o maior índice de óbitos que ocorre nesta fase da vida.

A ansiedade surge por meio da agitação, nervosismo estado de alerta, com a necessidade constante de se manter em contato com informações sobre o vírus, o que dificulta, inclusive, a rotina na realização das demais tarefas diárias, devido à preocupação persistente com os familiares, e os perigos a que estão expostos aos saírem de suas casas.

Não acredite em todas as informações vinculadas, principalmente as que chegam via redes sociais. Busque fontes confiáveis, evitando alarmes desnecessários. No caso da população mais vulnerável como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas ou passando por tratamentos que afetem a imunidade, é necessário conduzir com explicações reais, poupando esses indivíduos dos riscos.

Vale ressaltar que, independente de fazer ou não parte da população de risco, é necessário seguir todas as recomendações do Ministério da Saúde e autoridades sanitárias, utilizando-se de cautela e prudência.

Se passar por uma pandemia na sua cidade e for recomendada medidas de isolamento, é importante levar em consideração que este cenário pode levar às pessoas ao estresse, ansiedade, solidão, frustração, tédio, irritação, ainda com possíveis sentimentos de medo e desespero, que podem perdurar inclusive após o confinamento.

Uma dica relevante é tentar manter-se ocupado e em contato com os familiares e amigos por meio das redes sociais. Vale a tentativa em criar uma rotina e aproveitar para fazer coisas que gosta ou planeja há tempos, mas que geralmente não consegue por falta de tempo, como: arrumar gavetas, armários, ler livros, assistir filmes.

É muito importante a tentativa de administrar os pensamentos intrusivos, nunca se colocando nas piores possibilidades para a condição experienciada, na tentativa de manter-se realista, pois a maioria dos infectados pelo vírus tem se curado. E quando sentir medo, tente conectar-se com indivíduos que estão passando pela mesma experiência ou que já superaram situações semelhantes, isso ajuda na associação de diminuir a percepção de gravidade.

Esse é um momento que nossas experiências e traumas do passado também podem influenciar de maneira problemática. Então, é necessário contextualizar os medos na tentativa de acalmá-los com recursos psíquicos que ajudem regular emocionalmente e, se precisar, procure a ajuda de um psicólogo que possa ampará-lo neste período por meio de atendimentos, inclusive virtuais enquanto durar a pandemia.

Vale ainda lembrar quantas situações difíceis já passamos em nossas vidas, essa é mais uma que, com certeza, vamos superar.