O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente” (Confúcio)

Em qualquer ambiente – afinal, somos seres humanos – e antes de qualquer coisa, invariavelmente nos deparamos com ela: a fofoca.

Me diga: você nunca foi vítima de um “fofoqueiro” de plantão? Não? Talvez você já tenha sido, então, o próprio “fofoqueiro”? Enfim, sem exceções, a fofoca faz parte da vida das pessoas – direta ou indiretamente.

Em uma pesquisa realizada pelo LinkedIn, cerca de 17 mil usuários de 16 países responderam a pergunta: “O que mais te irrita no trabalho?” Entre os profissionais brasileiros, 83% dos pesquisados mencionaram a fofoca em excesso.

Existe explicação para o fato de algumas pessoas gostarem de fofocar ou apontar o erro dos outros? Sim, existe! Várias carências do campo inconsciente “justificam” o uso, que nasce de amor ou de ódio. Uma pessoa bonita causa admiração para alguns e inveja para outros, por exemplo. Agora, se o comportamento do outro “fere” os padrões normais, aí é que a fofoca se instala poderosamente.

Uma fofoca pode ter a intenção de agredir uma pessoa e isso pode vir de várias fontes: inveja, ciúme, lixos emocionais acumulados, frustrações ou outros transtornos.

Entretanto, a fofoca pode ser motivada não apenas pela necessidade de atacar ou ferir alguém. Quem faz a fofoca pode estar sendo levado pelo prazer de projetar em si algo que o outro viva ou tenha. Isso explica o fascínio das pessoas pela vida de artistas ou de pessoas famosas e também explica – por consequência – o grande sucesso dos programas de televisão, de revistas ou de outras mídias que trabalham com o tema “fofoca”, e, então, se alimentam e se reproduzem dessa “necessidade inconsciente” das pessoas. Dessa forma, quem lê essas revistas ou assiste os programas, “vive” de forma ilusória o que aqueles famosos estão vivendo, numa espécie de tentativa de transferência, pois sabem que seria bem difícil experimentarem aquilo de forma real.

E, finalmente, atrás de uma fofoca, pode estar também aquela vontade gerada pela necessidade de comentar alguma coisa de outra pessoa, o que, na verdade, pode ser um problema ou uma dificuldade da própria pessoa que está fofocando ou criticando. O que ela faz, na verdade, é comentar de si mesma, “usando” a outra pessoa e isto ocorre porque fica mais fácil falar do outro do que de si mesmo ou, então, “transferir responsabilidades”, culpando o outro.

Importante lembrar que a maioria das fofocas trabalham com meias verdades ou completas mentiras e normalmente apenas um lado é divulgado ou ouvido, entretanto, as conclusões partem desse ponto e, então, vão se espalhando… Rapidamente, muita gente acaba sendo prejudicada e, mesmo que a fofoca seja verdadeira, a intenção de quem faz revela um estado interior mal resolvido, conflitos, que, se não tratados, vão adoecendo o fofoqueiro, psíquica e fisicamente.

Independente de onde “encaixamos” a fofoca ou a crítica, é fundamental ressaltar que não estamos tratando de algo saudável ou positivo para corpo e mente, bem como vale lembrar de uma famosa frase de Freud sobre o tema de hoje, que deixo como reflexão: “Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”.

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