O que é ser feliz?

Logicamente não tenho a pretensão de ensinar ninguém a ser feliz e também não vou passar nenhuma fórmula mágica ou as “X maneiras para ser feliz”, mesmo porque não acredito nisso. Acredito num encontro pessoal e único que cada um tem que ter consigo mesmo, pois é a partir daí que as coisas começam a ser construídas, mesmo porque, a vida nos traz, a todo momento, novas situações, que precisam ser trabalhadas individualmente. Minha contribuição aqui, portanto, é dar pistas e orientações de como chegar nesse lugar, ou seja, o início de tudo.

“Todos nós nascemos originais e morremos cópias”. Essa frase é de Jung e ela resume o motivo pelo qual tanta gente sofre nesse mundo. Vamos entender melhor isso.

Pensamentos geram emoções e estas geram comportamentos. Está aí o processo. E vou além: quem comanda isso tudo é o cérebro e quem comanda o cérebro é você, ou melhor, deve ser você! Provo: você é agora o que pensou nas últimas horas e será amanhã o que está pensando hoje e assim por diante… Portanto, somos nós mesmos que construímos nossos círculos viciosos ou virtuosos.

Medos, traumas, dúvidas, dificuldades e “travas” na vida adulta tem sua origem principalmente na nossa infância e ficam escondidos e bem registrados em nosso inconsciente. Não sabemos lidar com isso e, então, sofremos e jogamos fora inúmeras oportunidades pessoais e profissionais por conta disso.

Uma das principais ferramentas para esta “transformação” começar, é desaprender muito do que aprendemos emocionalmente. Sim, um paradoxo eficaz e positivo neste “caminho”, que pode até parecer difícil, mas perfeitamente possível.

Muitos chamam estes registros inconscientes de “crenças limitantes” e são elas que precisamos desaprender através do autoconhecimento, “desvendando” quem são e ressignificando, numa verdadeira e restauradora limpeza psíquica.

“Acordar” é o primeiro passo para uma vida nova. Daí para frente é só utilizar as ferramentas certas para um pleno desenvolvimento emocional e, consequentemente, para uma vida destravada. E Jung completa brilhantemente esse raciocínio: “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro, desperta”.

Crenças são adquiridas ao longo da vida e temos a missão de trocá-las por aquilo que realmente faz parte de nossa essência. Além disso, pensamentos negativos devem ser substituídos de imediato por pensamentos positivos. Precisamos criar novas “trilhas” cerebrais, eliminando aquelas que não nos fazem bem.

Felicidade. Encontro verdadeiro consigo mesmo que faz transbordar o que realmente faz sentido para a alma; essência. O outro… O Universo! Por isso que felicidade tem a ver com etapas vencidas e com o nível emocional que estamos e, então, trata-se de algo bem particular e não o que “mandam” você ser ou acreditar. Não existe “cartilha”. Felicidade. Bem-estar, realização, paz interior, nível de reação diante dos sofrimentos e angústias (inevitáveis) da vida. Altruísmo. Estado emocional de alguém que está em harmonia consigo mesmo, no entendimento sobre a vida e na relação coerente com sua existência.

Como disse Gandhi: “Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia”.