Divergência entre profissionais de gerações diferentes pode representar queda de 12% na produtividade (Foto: Freepik)
Divergência entre profissionais de gerações diferentes pode representar queda de 12% na produtividade (Foto: Freepik)

Um a cada três colaboradores afirma que, no ambiente corporativo, cinco horas de trabalho semanais são desperdiçadas, em média, com divergências entre pessoas de idades diferentes. É o que aponta o estudo da ASTD Workforce Development em parceria com a VitalSmarts. Ao representar uma queda de 12% na produtividade da equipe, o dado torna-se preocupante. Contudo, enquanto 91% das empresas apresentam mais de duas gerações no quadro de funcionários, apenas 20% delas elaboraram estratégias assertivas para lidar com esta questão.

Atualmente, quatro grupos de faixas etárias diferenciadas convivem no mercado. O primeiro em destaque é o baby boomers (1946 – 1964), conhecidos por trabalhar de forma árdua, metódica e individual. Ou seja, é um nicho que precisa abrir a mente para receber as mudanças que acontecem com frequência em uma sociedade volátil. Nesse contexto, ainda enfrentam dificuldades em manusear recursos tecnológicos. Em seguida, encontra-se a geração X (1965 – 1982) com pessoas estrategistas que procuram alcançar uma boa qualidade de vida por meio do crescimento profissional. Logo, são fiéis a companhia e tendem a permanecer durante anos no mesmo local.

Outro grupo que se faz presente nas empresas é a geração Y (1980 – 1995). Apelidados também de millennials, costumam ser colaboradores conectados, multifuncionais, ousados, ágeis, inovadores e que necessitam de um propósito para manterem-se engajados. Por fim, existe a geração Z (a partir de 1996) que começa a dar os primeiros passos no mercado de trabalho. Embora seja caracterizada pela individualidade e o imediatismo, é possível que estes traços se modifiquem à medida que as pessoas amadureçam.

“Devido a vivência em períodos sociais diferentes, cada geração tem uma maneira de pensar e agir. Por sua vez, os Recursos Humanos devem encontrar um caminho a fim de estabelecer uma cultura em que as divergências deixam de ser conflituosas para agregar valor ao negócio. Para que este movimento ocorra, é fundamental compreender as reais necessidades de todos os perfis, transparecer os objetivos da empresa e detalhar o papel dos colaboradores nesta missão com a construção de um treinamento guiado pela empatia. Afinal, a prática auxilia no ato de identificar-se de forma intelectual ou emocional com uma pessoa, a ponto de colocar-se no lugar dela em diversas circunstâncias. Dessa maneira, os verdadeiros gaps de performance e os pontos positivos de todos os aprendizes são identificados e podem ser trabalhados em prol da companhia”, explica Flora Alves, especialista em aprendizagem corporativa do Brasil.

Da Redação

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