Hoje em dia se fala muito em sexo – o que é benéfico a todos – mas, o sexo não é complicado e nem precisa ser, portanto quando mais se tentar elucidar os meandros do comportamento sexual, melhor, principalmente para as crianças e os jovens adolescentes que, inclusive, já estão em atividade sexual, ou seja, transando sem os pais saberem.

O que precisa ficar muito claro é que o sexo é muuuuito bom – e é para ser bom, satisfatório – tanto para o homem quanto para a mulher, não importando se ele é praticado dentro de um relacionamento hetero ou homoafetivo.

Segundo o psicólogo Cássio dos Reis (e eu concordo), não é só o adolescente que precisa se informar, mas também os que não são mais tão adolescentes assim e que muitas vezes se veem em “papos de aranha” por uma sexualidade mal resolvida, fruto de uma educação sexual enviesada, reprimida, preconceituosa que muitos de nós tivemos desde o nosso berço. E não adianta encontrar culpados entre nossos pais, avós, etc. Eles também são frutos das histórias deles…

Não se pode generalizar a vida sexual, como se todo mundo devesse indiscriminadamente viver uma sexualidade plena e prazerosa, como se fosse uma coisa automática e inevitável e que precisasse ser sentida e mantida o tempo todo.

A sexualidade é inerente ao ser humano, desde que nasce até a sua morte. O sexo é uma necessidade que precisa ser satisfeita com alguns critérios para que não pareça algo simplista, dificultando no futuro uma vida sexual saudável e prazerosa.

Aprende-se sim, como tudo na vida… Ninguém nasce sabendo todos os segredos da conduta sexual, embora nossos “instintos” apontam quando o sexo pode começar a se manifestar.

É preciso se preparar para não tentar viver de imediato todas as possibilidades sexuais, como se estivéssemos diante de uma ceia deliciosa que precisa ser consumida o mais rápido possível, como exemplifica o psicólogo Cássio.

O “apressado come cru”, diz o ditado, portanto o melhor caminho (pelo menos o ideal) para uma vida sexual saudável é a compreensão do meu sexo, do meu desejo e dos meus impulsos.

A vida sexual adulta tende a ser melhor administrada e vivida na medida que tenhamos um início sexual consciente e responsável, na medida do possível, é claro!

Vale tudo no sexo? Não é bem assim que funciona. Na verdade todas as possibilidades sexuais são possíveis, dentro de alguns critérios que devem ser observados.

Na vida adulta o sexo pode ser mais gostoso e menos ansioso, na medida em que as pessoas envolvidas tenham a exata noção (ou próximo disso) da vivencia sexual consigo mesmas e com o outro, entre outras coisas, onde o que falará mais alto é o respeito, mesmo que seja apenas um sexo casual ou numa relação afetiva estável, onde a preservação da autoestima e da valorização do outro passa a ser fundamental.

Depois de muitos anos com a mesma pessoa, até mesmo aquilo que parecia mágico sexualmente passa a ser cansativo, sem criatividade e, aí sim é que é preciso fazer o sexo verbal, fazer a famosa DR, pra poder viver uma sexualidade criativa, valorizando o outro e procurando dar e receber prazer dentro de uma intimidade responsável.

Portanto, a vida sexual adulta passa pelo crivo de uma boa educação sexual anterior que se processa desde o início da gestação, ou seja, falar de sexo e sexualidade com o bebê já na barriga da mãe, até o surgimento dos hormônios sexuais e seus efeitos na vida jovem e/ou adulta.

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