Obesidade e estresse traz várias consequências negativas ao corpo

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Em meio a pandemia e ao isolamento, é preciso buscar o equilíbrio do copo e da mente para não adoecer (Foto: Freepik)

É impossível falar da saúde física sem correlacionar com a saúde mental. É como uma balança que precisa manter-se em equilíbrio para que nenhuma complicação se estenda ao longo da vida. Se a mente não está bem, logo o corpo irá reagir de forma negativa.

Um dos maiores problemas psicológicos que tem afetado o mundo e, consequentemente, os brasileiros é o estresse. De acordo com a pesquisa Tracking the Coronavirus, feita pela Ipsos em 2020 com entrevistados de 16 países, mostrou que 41% dos brasileiros sofrem com ansiedade, o que nos coloca na liderança do ranking entre as nações mais ansiosas, seguido por México e Rússia. Outro dado signifi cativo sobre a saúde brasileira foi da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) que revelou que um a cada quatro brasileiros está obeso – ou seja, 25,7% da população apresenta IMC acima de 30.

Relacionar essas duas pesquisas não é por acaso, de acordo com o psicólogo André Dória, o ansiedade e o estresse podem levar a pessoa a desenvolver um transtorno alimentício compulsório, além disso, segundo o educador físico Wagner Felix, mesmo se a pessoa deseja perder peso, mas tem uma rotina estressante, ao fazer exercícios intensos pode acabar ganhando peso e até se lesionando no meio do processo, tudo por conta do estresse.

Se o estresse e ganho de gordura já tem uma lista de consequências negativas ao corpo, com o coronavírus pode piorar, pois, além do estresse gerar cortisol (um hormônio produzido naturalmente no corpo, mas que em doses elevadas afl ige toda a saúde). “O cortisol deprime o nosso sistema imunológico e nos deixa vulneráveis a infecções. Em excesso, ele pode inclusive gerar comorbidades que se tornam riscos altos em caso de contaminação pelo coronavírus: a hipertensão e o diabetes”, alerta Mario Sabha, doutor em neuroanatomia.

A solução que Mario dá para os problemas com o estresse entre outras alterações emocionais é de fazer um tratamento com profi ssionais da área de psicologia ou psiquiatria que tenham uma abordagem em que o paciente melhor se identifique. Ele também comenta sobre não ficar muito tempo nas mídias sensacionalistas que somente possuem notícias pessimistas “é importante saber o que está acontecendo em sua cidade, estado e país, mas tome o cuidado de não se deixar levar pelo pânico que, eventualmente, determinados assuntos podem provocar”.

Já na parte física, Wagner recomenda uma alimentação equilibrada e prática de exercício 3 vezes por semana, pois a atividade física libera irisina e aumenta a imunidade, difi cultando que o coronavírus entre na célula de gordura, além disso “Uma pessoa contaminada, que tem como hábito a prática de exercício, tende a possuir um sistema imunológico mais resistente e fortalecido, o que pode colaborar para que a doença não se agrave”.

OUTROS PROBLEMAS

O Jornal de Piracicaba recentemente publicou em seu site uma matéria sobre como a pandemia e o lockdown estão desenvolvendo novos caso de ansiedade na população. Na matéria a psicóloga Adriana Peretti comenta sobre os problemas e soluções.

Larissa Anunciato
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