Obras atrasam e museu Prudente de Moraes não reabre

Museu Prudente possui acervo sobre a vida e obra do primeiro presidente civil do País. (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

As obras de restauro do Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes, diferente do prazo previsto pela SemacTur (Secretaria da Ação Cultural e Turismo) e divulgado ao Jornal de Piracicaba em janeiro deste ano, não foram finalizadas e extrapolarão o mês de fevereiro, permanecendo mais tempo sem poder receber visitas do público espontâneo ou grupos de escolas da cidade e região. O museu está temporariamente fechado ao público desde dezembro de 2019.


O espaço passa por obras de restauro nas janelas e portas, tanto do prédio principal quanto no anexo, onde está reproduzido o escritório de Prudente de Moraes. De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, o trabalho feito pelo restaurador italiano Pier Giorgio Saruis atrasou devido às fortes chuvas de fevereiro. “A madeira encharcada de água tem que secar naturalmente, para posterior receber a aplicação polisten”, informou a SemacTur.




Com investimento de R$ 96 mil, o restauro tem acompanhamento de órgãos como Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba) e DPH (Departamento de Patrimônio Histórico).


Segundo informou em janeiro deste ano à reportagem do JP a diretor do museu, Renata Gava, existe um cuidado especial na execução do trabalho porque o Prudente de Moraes é tombado, e todas as intervenções devem ser reportadas e também fiscalizadas pelos citados órgãos – municipais e estaduais.


O atraso para a reabertura do museu significa mais um período – indeterminado – em que o aparelho cultural do município permanece sem receber visitas de grupos escolares, no intuito de utilizar a ida ao museu como aprendizado complementar do ensino de História nas salas de aula.


O Prudente de Moraes possui um rico acervo sobre a vida e obra do primeiro presidente republicano do Brasil, natural de Itu, mas que passou 32 anos de sua vida em Piracicaba, onde morreu. Hoje, este acervo está preservado em um local isolado das obras.


A necessidade deste restauro, contou Renata na reportagem do dia 31 de janeiro, é principalmente para retirar toda a cera de abelha usada na manutenção das maneiras, isso em 2009, quando o museu ainda pertencia ao Estado. “Não atende mais a proteção exigida nos dias atuais”, afirmou Giorgio à época. Para este processo, a cera de abelha é substituída pelo polisten, o material moderno e mais adequado para restauro. “É um produto elástico, que permite à madeira dilatar, sem rachar”.

Erick Tedesco

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