Observatório Cidadão discute dispersão imobiliária na pauta do Plano Diretor

Nesta semana, a Câmara de Vereadores foi sede de audiências públicas que discutiram o projeto de lei que trata da revisão do PDD (Plano Diretor de Desenvolvimento), processo que vem sendo acompanhado pelo Observatório Cidadão de Piracicaba. (Foto: Tempo D Comunicação e Cultura)

A avaliação das aplicações e os resultados do processo de urbanização ocorrido em Piracicaba nos últimos anos é, na opinião do arquiteto e urbanista Estevam Otero, fundamental para a construção de um planejamento a longo prazo. Nesta semana, a Câmara de Vereadores foi sede de audiências públicas que discutiram o projeto de lei que trata da revisão do PDD (Plano Diretor de Desenvolvimento), processo que vem sendo acompanhado pelo Observatório Cidadão de Piracicaba.

O PDD, que analisa e define regras de uso e ocupação de solo e avalia de que forma a cidade cresceu e se estruturou, deve ser reavaliado a cada dez anos. A última atualização em Piracicaba ocorreu em 2006.

Esse PDD será responsável por pensar na correção dos problemas e no incentivo das virtudes de Piracicaba, para que possam se desenvolver nos próximos anos. Isso se dá por conta de algumas características muito próprias que já são verificadas”, afirmou Otero, que é integrante da consultoria técnica, contratada pela Câmara, com o objetivo de auxiliar os vereadores na análise do PLC.

Se por um lado, nunca crescemos tão pouco em termos populacionais, nunca produzimos tantos loteamentos e habitações como nesse período recente. Isso é uma característica muito expressiva de Piracicaba”, diz Otero, que defende que a situação é negativa.

Cada vez que o Semae tem a necessidade de fazer um reforço de linha de água para acessar essa expansão, isso encarece a água para todo mundo. Cada vez que um ônibus precisa cruzar um vazio para acessar uma área urbanizada, ele está queimando óleo diesel, desgastando material e isso encarece o transporte”, diz o urbanista, que vai contra uma crença equivocada que prega que, com mais residência sendo produzida, há lugares para mais pessoas morarem.

A questão imobiliária foi avaliada pelo membro do Observatório Cidadão, Bruno Vello, que esteve presente nas audiências. “Há duas atividades muito diferentes quando a gente pensa em produção imobiliária. Uma é a verticalização e criação de prédios. A outra é o parcelamento do solo e a criação de loteamentos. A atividade imobiliária que cria a pressão para que a cidade se torne mais espalhada é, principalmente, o parcelamento de solo”, disse Vello.

Da Redação

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