Oncologista aponta que 30 a 40% dos pacientes em tratamento de câncer vão precisar em algum momento de transfusão de sangue

Foto: Amanda Vieira/JP

A campanha #JunhoVermelho tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue.

A pandemia diminuiu em 10% as doações de sangue no Brasil em 2020. O dado foi apresentado recentemente pelo Ministério da Saúde no lançamento da campanha “Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”. Em 2019, foram 3,27 milhões de doações. Já no primeiro ano da COVID-19, no país, foram 2,95 milhões.“As pessoas deixaram de doar sangue por causa da pandemia e os estoques, que já não atingiam a quantidade necessária de sangue, foram baixando; inclusive, pacientes infectados pelo coronavírus com problemas renais precisam de transfusão de sangue, assim como pessoas em tratamento de câncer”, afirma Higor Mantovani, oncologista do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia.

Segundo o oncologista, cerca de 30 a 40% dos pacientes em tratamento de câncer vão precisar em algum momento de transfusão de sangue. “É algo comum para o paciente que está passando pelo tratamento contra o câncer. A quantidade de transfusões varia de acordo com o tipo de neoplasia maligna, entretanto, os pacientes onco-hematológicos, normalmente, são os que mais necessitam. Dentre os principais motivos que fazem com que o paciente oncológico tenha que receber sangue está a própria quimioterapia”, explica Dr. Higor.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) considera que para atender as demandas dos pacientes nas suas unidades hospitalares é necessário, em média, 2 mil doadores por mês. “Anualmente, o Grupo SOnHe apoia campanhas de doação de doação de sangue e esse ano em mais uma parceria com o Hemocentro da Unicamp, no dia 24 de junho, vai captar doações dentro da Jaguar Plásticos, em Jaguariúna, entre os funcionários. A ideia é estimular as pessoas; podemos doar mais de uma vez por ano, os critérios de inclusão não são complicados. É uma forma que encontramos para contribuir com essa necessidade”, finaliza o médico.

Critérios para doação de sangue

· Idade do candidato à doação: no Brasil, a lei permite doação a partir dos 16 anos de idade, sendo que para aqueles que ainda não completaram 18 é necessária aprovação por escrito de um responsável legal.

· É necessário também ter peso mínimo de 50kg.

· A doação de sangue também não é permitida durante a gestação e nos 12 primeiros meses após o parto, caso a candidata esteja amamentando.

· Não é necessário jejum para doar sangue, apenas é recomendado que se evite refeições gordurosas antes da doação.

· Com relação aos hábitos de vida, é necessário que o candidato tenha parceiro(a) sexual fixo, sem relações ocasionais com terceiros, há pelo menos seis meses.

· O candidato deve ter boas condições de saúde.

· Algumas doenças não impedem a doação, desde que controladas, tais como hipertensão, dislipidemia (o famoso “colesterol alto”), hipotireoidismo, entre

· Já antecedente de neoplasia maligna, mesmo que curada, diabetes insulino-dependente, infecção prévia por HIV, hepatite C ou B e doença de chagas, doença cardíaca importante e outras doenças graves excluem definitivamente o candidato à doação.

*Higor Kassouf Mantovani é especialista em Oncologia Clínica pela Unicamp e em Clínica Médica pela Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). É também mestre em Oncologia pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e oncologista do Hospital da Mulher (CAISM/Unicamp). É membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e da Sociedade Americana de Oncologia (ASCO). Higor é oncologista do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia e atua no Radium – Instituto de Oncologia, no Hospital Madre Theodora, no Hospital Santa Tereza, na Santa Casa de Valinhos e no Hospital da Mulher (CAISM/Unicamp).

Sobre o Grupo SOnHe

O Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia é formado por oncologistas e hematologistas que fazem atendimento oncológico alinhado às recentes descobertas da ciência, com tratamento integral, humanizado e multidisciplinar no Hospital Santa Tereza, Radium Instituto de Oncologia e Madre Theodora, três importantes centros de tratamento de câncer em Campinas, e na Santa Casa de Valinhos. O Grupo oferece excelência no cuidado oncológico e na produção de conhecimento de forma ética, científica e humanitária, por meio de uma equipe inovadora e sempre comprometida com o ser humano. O SOnHe é formado por dez especialistas sendo cinco deles com doutorado e três com mestrado. Fazem parte do Grupo os oncologistas André Deeke Sasse, David Pinheiro Cunha, Vinícius Correa da Conceição, Vivian Castro Antunes de Vasconcelos, Rafael Luís, Susana Ramalho, Leonardo Roberto da Silva e Higor Montovani e os hematologistas Bruno Kosa Lino Duarte e Sonia Iantas.

Saiba mais: no portal www.sonhe.med.br e nas redes sociais @gruposonhe.

Da Redação

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