A reportagem do Jornal de Piracicaba acompanhou a movimentação do TCI (Terminal Central de Integração), TPI (Terminal Piracicamirim de Integração) e TCE (Terminal Cecap/Eldorado) e circulou a bordo do ônibus da nova empresa que realiza o transporte público na cidade, a Tupi (Transporte Urbano Piracicaba).

Apesar da quarentena, o movimento de pessoas era intenso por volta das 17h e alguns ônibus saiam das plataformas com passageiros ocupando todos os bancos e outras de pé, o que configura aglomeração. Também notou-se que os usuários do coletivo têm apenas acesso ao álcool em gel nas entradas dos terminais, mas não disponibilizam luvas e máscaras.

A reportagem também não presenciou a higienização dos carros entre uma viagem e outra. No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa da Tupi, a higienização completa ocorre quando os carros chegam na garagem. “Ao longo do dia, uma equipe fica no terminal central higienizando os carros que param por mais de 15 minutos, dando prioridade aos veículos que passam por hospitais”, completa em nota.

A frota, assim como informa a Tupi, são de fato novos. A equipe do JP não viu bancos rasgados, janelas quebradas e as viagens entre um terminal e outro ocorreram sem qualquer contratempo. Uma usuária do transporte, Larissa Alves, afirma que a principal diferença dos novos ônibus em relação aos da empresa anterior, Via Ágil, é a limpeza. “Apenas isso, de resto continua igual, inclusive os problemas: ônibus lotados e falta linhas que facilitam a vida dos trabalhadores”. Ela precisa pegar quatro ônibus, do Centro ao Sol Nascente.

De fato, diversos ônibus já saem lotados dos terminais, como o JP pode constatar em viagem a bordo de coletivos do TPI ao TCI e, em seguida, do TCI ao TCE, com aglomerações formadas principalmente perto das portas entre os usuários que vão de pé – todos os 36 assentos estavam tomados.

Questionada sobre a possibilidade de colocar um fiscal nas plataformas para permitir apenas uma quantidade de pessoas dentro do ônibus, para evitar aglomeração, a assessoria da Tupi somente respondeu que “conforme contrato, a oferta de viagens é determinada pela Prefeitura”.
Conversamos no TPI com o supervisor operacional do local, Bruno Guastalli, que revelou a que uma equipe da Tupi está tanto nas plataformas quanto em alguns pontos de ônibus pela cidade “analisando a demanda” de uma eventual necessidade de mais carros em determinadas linhas. Atualmente, segundo Guastalli, a empresa opera com 85 ônibus, o que representa apenas 30% da frota.

Outra diferença entre os carros da Tupi e da Via Ágil foi relatado por Eleneide Mendonça, a bordo da linha Centro/Cecap. “Uso diariamente o transporte público e posso dizer que estes novos quebram menos, aliás, nunca quebrou durante uma viagem, o que já era constante com os da antiga empresa”, relata. A reclamação é quanto à lotação do coletivo. “Neste horário, por volta das 17h30, e pela manhã, perto das 7h30, sempre vai cheio”.

VIAGEM CONSCIENTE
Como relatado nesta matéria, a reportagem do JP não uma pessoa sem máscara circulando pelo terminal ou a bordo do ônibus. A conscientização da população vai ao encontro da campanha lançada pela Tupi, que reforça a obrigatoriedade da máscara cobrindo a boca e nariz no transporte público.

A campanha figura em adesivo colado na frente de cinco ônibus. Além disso, toda a frota está com o adesivo nas entradas laterais alertando sobre a obrigatoriedade do uso.

Erick Tedesco

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