Atualizado em 09 de julho, às 9h41

Estabelecimento fica ao lado do Terminal da Vila Sônia. (Foto: Amanda Vieira/JP)

Um ônibus desgovernado da empresa Tupi (Transporte Urbano Piracicaba) invadiu uma loja próxima ao Terminal do Vila Sônia na manhã desta quarta-feira (8). Ninguém se feriu. De acordo com a proprietária do estabelecimento, Francisca Simão, o acidente aconteceu às 9h50. Ela se encontrava sozinha dentro da loja e, ao ver o ônibus indo em sua direção, correu para o fundo
do estabelecimento.


“Foi por volta das 9h50, eu estava na porta, quando eu vi o ônibus descendo desgovernado, não tinha motorista, não tinha ninguém na frente, e entrou. Só deu tempo de correr pro fundo da loja. Eu não sabia em qual direção que ele vinha”, conta Francisca. “Graças a Deus só eu estava na loja, ninguém se feriu”, complementa.


De acordo com a Tupi, não houve problemas com o freio do veículo, mas sim um morador de rua teria invadido o ônibus, que estava estacionado no Terminal, e soltado o freio de mão.


A Tupi ressaltou ainda que não houve vítimas e que a pessoa que soltou o freio de mão do veículo foi levada ao 5º Distrito Policial de Piracicaba. Na delegacia, as partes foram ouvidas pelo delegado Fábio Rizzo de Toledo e liberadas.


No boletim de ocorrência consta que um guarda civil que passava pelo local observou que dentro do ônibus havia uma pessoa. Esta, um homem de 25 anos, alegou que embarcou no veículo no centro, dormiu no banco e acordou quando o ônibus bateu no imóvel. O motorista, por sua vez, disse à polícia que não havia passageiro no veículo quando estacionou no terminal para almoçar.


A empresa disse, em nota, que o motorista, ao estacionar, “cumpriu todos os procedimentos internos da empresa, que consiste em acionar o freio de mão, inspecionar o veículo para ver se existe algum passageiro embarcado, travar as portas e entregar as chaves ao encarregado de plantão”.

A proprietária informou que um homem que se identificou como funcionário da Tupi foi até a loja ainda pela manhã. “Pediu orçamento, falou que ia ressarcir os bens materiais. Agora tenho que ver os dias que vou ficar sem trabalhar, sou mãe de família, preciso trabalhar, não sei como
vai ficar, não tenho nenhuma outra renda”, preocupa-se Francisca.


Segundo a Defesa Civil, o ônibus bateu em uma coluna da loja e recuou. O órgão informou que a estrutura em si não foi comprometida, mas que a frente da loja e um muro da casa vizinha precisam de reforma.


A empresa afirma que está dando apoio legal ao proprietário da loja para que “não tenha nenhum tipo de prejuízo”

Andressa Mota

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