Seis homens e uma mulher foram presos durante a Operação Benu desencadeada na manhã de ontem, em Piracicaba, pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo) e UIP (Unidade de Inteligência Policial) do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior). Entre os presos está um comerciante de veículos, acusado de manter contatos com traficantes de drogas, integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e outros criminosos para lavagem de dinheiro. A ação contou com o apoio do SAT (Serviço Aerotático) da Polícia Civil, conhecido como “Pelicano”.

A investigação ocorreu mediante as quebras de sigilo bancário, fiscal e de comunicações telefônicas, além de outras diligências investigativas, o Ministério Público. “No caso do comerciante, constatamos que ele não fazia declaração de Imposto de Renda e não mantinha contas bancárias em seu nome. “Misturada a sua atividade de compra e venda de veículos, ele fazia girar o recurso conseguindo por meio de recursos de criminosos, seja pelo tráfico de drogas ou compra e venda de armas. Sabemos que o capital de giro do tráfico de drogas movimenta muito dinheiro, além de aquisições de patrimônios como carros e motos”, afirmou  o promotor André Victor de Freitas, do Gaeco.

O diretor do Deinter-9, Kléber Antonio Torquato Altale disse que cada um dos presos na operação tiveram as respectivas funções detalhadas durante a investigação. As abordagens foram realizadas em Sumaré, somente um casal tentou escapar da policia, mas foram seguidos com o apoio da equipe do Pelicano, mas foi preso às margens da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), perto de Cordeirópolis.

“Conseguimos interceptar os suspeitos às margens da rodovia”, disse Altale.

Na ação foram apreendidos cinco veículos, diversos aparelhos celulares, inúmeros documentos indicativos de práticas suspeitas de lavagem de dinheiro, além de quase R$ 8 mil em dinheiro, além de diversas porções de drogas, sendo 13 porções de cocaína, 140 gramas de pasta base de cocaína e mais de 500 gramas de maconha, em forma de tijolo.

“O comerciante usava o nome de sua mãe, que não tinha renda, e tinha vários veículos registrados em seu nome”, completou o promotor.

OPERAÇÃO

O nome da operação “Benu” faz menção a uma ave da mitologia egípcia, que inspirou a fênix, da mitologia grega, e que como ela também significa renascer após estar praticamente morta. Trata-se de uma referência às inúmeras dificuldades encontradas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil para desenvolver as investigações que resultaram na deflagração desta operação, sempre com muitos percalços e obstáculos, mas que, com o empenho e dedicação de seus integrantes, lograram enorme êxito com os resultados alcançados até o momento.

Cristiani Azanha

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