Mais de R$ 9 milhões foram encontrados na casa de um dos alvos (Divulgação)

Segunda fase da Operação Monte Cristo contra o esquema de sonegação fiscal cumpriu 88 mandados em Piracicaba, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Marília e cidades da Grande São Paulo, além de municípios de Goiás e Minas Gerais.

Deflagrada nesta quinta-feira (1), em pelo MP (Ministério Público), em conjunto com Secretaria de Estado da Fazenda e do Planejamento de São Paulo, Superintendência da Receita Federal e Procuradoria-Geral do Estado, com apoio das Polícias Militar e Civil, a operação tem como alvos empresas do ramo farmacêutico que desenvolveram esquema de sonegação fiscal responsável por gerar danos de aproximadamente R$ 10 bilhões ao erário estadual no período de cinco a seis anos. Somente na casa de um dos alvos, em Santana do Parnaíba, as autoridades apreenderam mais de R$ 9 milhões de reais em dinheiro que estavam guardados no armário na residência do sócio de uma das empresas.
“O MP prioriza o combate aos crimes do colarinho branco. Por meio de setores como Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), podemos identificar condutas de empresas que se valem de atividades comerciais para potencializar o lucro por meio de acertos ilícitos, em prejuízo do consumidor”. As afirmações são do secretário especial de Políticas Criminais, Arthur Lemos.
De acordo com o promotor Alexandre Castilho, as investigações tiveram início em 2013, identificando um grupo que atuava no litoral paulista e na região do Vale do Paraíba. “Acordos de colaboração premiada permitiram a coleta de provas demonstrando a participação maciça do setor farmacêutico no esquema. A fraude mais comum envolve distribuidoras entrepostas, causando reflexos inclusive em impostos federais”, afirmou. Ainda segundo Castilho, o esquema envolve indústrias, distribuidoras e redes de farmácias.


MONTE CRISTO

Durante A Operação Monte Cristo, foi possível ainda identificar o valor de R$ 2,5 bilhões devidos pelos envolvidos a título de tributos federais. Os participantes das fraudes se valiam de empresas de fachada para deixar de recolher tributos.

“Só assim podemos alcançar resultados tão relevantes em um mundo com cada vez mais possibilidades de fraudes envolvendo todo o mercado”, afirmou João Carlos Pietropaolo, da Procuradoria-Geral do Estado.

Cristiani Azanha

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