Operação Thêmis: Deic prende 10 lideranças do PCC em Piracicaba e São Pedro

Operação teve apoio da equipe Pelicano da PC (Divulgação/Deic)

Dez pessoas apontadas como lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que age dentro e fora dos presídios foram presas durante a Operação Thêmis, deflagrada nesta sexta-feira (18) na região. Cerca de 100 policiais civis da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais), com apoio do efetivo de outras unidades fizeram as abordagens em bairros de Piracicaba e São Pedro. Os envolvidos, com o apoio de outros integrantes, também realizavam o “tribunal do crime”.

Após sete meses de investigações, os policiais da 2ª Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) da Deic desmantelaram os suspeitos que atuavam no tráfico e associação para o tráfico de drogas. Eles chegaram até um suspeito que atuava como “sintonia” (encarregado de administrar as ações do grupo) e com outros dois acusados que tinham a função de “jets” (gerentes do PCC nas unidades), consideradas de alto grau na hierarquia do Partido exerciam as atividades nas duas cidades e eram denominados como “Regionais do Interior” e “Gerais do Interior”.

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Durante os trabalhos, os policiais identificaram outros dois homens que atuariam na facção como “apoio do livro do interior” – função esta dentro da facção responsável pelos cadastros de membros da facção (batismo, exclusão, retorno, transferência de região), além de registros da facção como sentenças de tribunais de crime e devedores
De acordo com a Polícia Civil, outros três identificados, os quais atuariam como “disciplinas” da facção criminosa, auxiliando os “jets” na realização de tribunais de crime e na solução de conflitos entre criminosos. Além de uma mulher, esposa de um preso que integra a facção criminosa e outros integrantes da facção criminosa sem função estabelecida, sendo que seis deles já encontram-se presos por outros crimes praticados.

Os policiais também descobriram que outros dois homens que lavariam o dinheiro da facção criminosa compraram recentemente um supermercado e uma tabacaria em Piracicaba, bem como outros homens que integravam o quadro da organização, porém se utilizavam desta para resolverem questões pessoais, como cobranças de dívidas sob coação e mediação de conflitos entre criminosos.

“A Deic, com apoio das demais unidades policiais, atacou diretamente o comando local do PCC. Identificou e prendeu os responsáveis pelas diversas espécies de delito perpetrado pela facção em nossa cidade, disse o delegado Wilson Lavorenti, da Deic.

TRIBUNAL
Para a realização dos tribunais, as lideranças mantinham o “investigado” a ser julgado sob cárcere privado durante cerca de dois dias. Em uma das oportunidades, os membros da facção mantiveram um homem de 56 anos sequestrado por três dias, sendo discutido entre dois dos líderes qual providência seria tomada contra o julgado (vítima) – já que um deles optava por uma sessão de agressão física, enquanto o outro desejava executar e enterrar o homem.

Cristiani Azanha

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