Oposição protocola novo pedido de impeachment e pede saída urgente de Bolsonaro

Presidentes e líderes dos seis partidos de oposição na Câmara apresentaram nesta quarta-feira, 27, mais um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. As siglas haviam anunciado essa medida na semana passada. Eles argumentam que o chefe do Executivo cometeu “crimes de responsabilidade em série” na condução da pandemia do coronavírus.

Até a tarde desta quarta-feira, 27, a Câmara registrava o recebimento de 62 pedidos, desde o início do mandato de Bolsonaro, sem contabilizar o anunciado hoje pela oposição e outro divulgado nesta terça, 26, por líderes religiosos. Do total dos já registrados, cinco foram arquivados ou não aceitos. Cabe ao presidente da Casa analisar e dar início aos processos que podem tirar o chefe do Executivo do poder.

O documento é assinado por Rede, PSB, PT, PCdoB, PSOL e PDT, que reúnem 129 deputados, o pedido cita o colapso da saúde em Manaus e diz já ter passado a hora de o Congresso reagir.

Segundo o líder da Minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE), são elencadas 15 acusações de crime que teriam sido cometidos por Bolsonaro durante a pandemia. O caos do sistema de saúde em Manaus (AM), com a falta de oxigênio para pacientes da covid-19, é um dos casos.

“Não tem como desvincular Bolsonaro de Pazuello (ministro da Saúde)”, afirmou Guimarães. Guimarães citou uma frase dita por Pazuello em outubro do ano passado em uma transmissão ao vivo ao lado do presidente em que o ministro da Saúde disse: “é simples assim: um manda e o outro obedece”.

“Não tenho dúvida que a história cobrará caro do presidente que entra janeiro sem auxilio emergencial e gasta milhões com chicletes e leite condensado”, afirmou a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). A parlamentar fez referência ao gasto da administração federal, revelado pelo site Metrópoles, de mais de R$ 15 milhões em recursos públicos para comprar o doce em 2020.

CPI

Os líderes da oposição anunciaram também a coleta de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a conduta do governo durante a pandemia. A criação do colegiado tem sido defendida pelo atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já declarou considerar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, diante da crise sanitária como criminosa.

O candidato à presidência da Câmara com o apoio do Palácio do Planalto, o deputado Arthur Lira (PP-AL), no entanto, resiste à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a conduta do governo durante a pandemia da covid-19.

Questionado se irá apoiar a medida, ele pondera que a pandemia não pode ser politizada e que “não há receita de bolo para lidar com o vírus”. “Esse assunto não pode ser motivo de embates políticos para nós trazermos para discussão traumas de interrupções bruscas democráticas, e isso nós não defendemos”, disse Lira pela manhã .

A criação de uma comissão investigativa precisa da assinatura de 171 deputados e do aval do presidente da Câmara.

Fonte: Agência Estado

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