Organizações recorrem de interdições e mobilizam caminhoneiros para novas paralisações

Categoria está insatisfeita com contínuos aumentos no preço do combustível | Foto: Amanda Vieira/JP

Organizações representativas dos caminhoneiros autônomos recorrem de decisões judiciais que impediram a continuidade da paralisação nas rodovias de 1º de fevereiro e, tendo em visto novos aumentos no preço dos combustíveis, mobilizam eventuais novas manifestações. Segundo José Roberto Stringasci, membro do CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas) e representante do Estado de São Paulo na ANTB (Associação Nacional de Transporte do Brasil), “daqui alguns dias a gente crê que vá ter nova reação”, afirma.


Stringasci conta que a categoria está se mobilizando novamente, uma vez que o aumento no combustível não para. “Aguardando as medidas judiciais para ver se a gente consegue derrubar aquele interdito proibitório, que foi em todo o Brasil. Nós não podemos estar nos manifestando, infelizmente. Estamos estudando novas estratégias para poder fazer o nosso protesto pacífico respeitando a lei e a ordem e as autoridades”, afirma.

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Após as proibições de ocupações e bloqueios nas rodovias, o CNTRC orientou que a partir do dia 2 os caminhoneiros fizessem a paralisação em casa com o caminhão vazio por cerca de cinco dias. Nos últimos dias, Stringasci conta que a maioria está trabalhando, mas alguns – por avaliarem que não compensa sair devido aos custos – estão parados. “Porém, a maioria ainda está trabalhando, insistindo em trabalhar até onde aguentar, porque a hora que o caminhão der problema ele não tem como arruma. Eles ainda estão trabalhando crendo que vai melhorar”, comenta.


Uma das principais reivindicações da categoria é mudar a política nacional de preço de combustíveis, que é feita com base no valor do dólar e não do real.

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