Orientação médica é celebrar apenas com o núcleo familiar

Pensar nas pessoas do grupo de risco é essencial | Foto: Nataliya Vaitkevich/Pixels

Com o aumento dos casos de covid-19 no Brasil, a questão do momento em discussão em praticamente todas as famílias e rodinhas de amigos é manter ou suspender as celebrações de fim de ano. Exatamente por causa do distanciamento imposto pela pandemia, muita gente estava aguardando com ansiedade as festas para encontrar os familiares e amigos. E agora, o que fazer?

O infectologista João Paulo Poli e o intensivista Maurício Rigonatti, ambos do Grupo São Francisco, orientam a manter apenas ceias e festividades com as pessoas do mesmo núcleo familiar. Ou seja, aquelas que dividem a mesma casa, que têm convivência diária.

“Infelizmente, neste Natal e Réveillon devemos evitar reuniões com outros grupos familiares, com pessoas idosas e com doenças crônicas”, afirma o infectologista. Aglomeração dentro das residências, em que várias pessoas ficam confinadas e tiram as máscaras para comer, beber e falar, são eventos com potencial para disseminar o coronavírus, alerta o infectologista.

“Uma pessoa contaminada pode transmitir o vírus para várias outras. Temos de lembrar que idosos e doentes crônicos podem manifestar formas graves da Covid-19. Então, é melhor evitar este tipo de evento até que todos estejam vacinados”, frisa.


Rigonatti também defende Natal e Réveillon apenas com as pessoas do núcleo familiar. Ele ressalta que a questão não é o número de pessoas, mas o fato de elas circularem em grupos diferentes, o que aumenta o risco de contaminação. “Para a segurança de todos, o ideal é que as pessoas fora do círculo de convivência participem da festa de forma online pelo celular ou notebook. A única forma com risco zero de contágio é a festa por videoconferência”, ressalta.

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Há quem esteja se programando para fazer o teste antes das festas, numa tentativa de participar das confraternizações tranquilo. Mas o médico intensivista frisa que essa medida não dá garantia de estar livre do coronavírus. A pessoa pode estar com a doença incubada e ainda não ser detectada no exame, mas já está transmitindo.


Para quem mesmo assim vai receber pessoas de outros núcleos familiares, o infectologista João Paulo Poli orienta a planejar a festa de maneira a reduzir o risco de contágio. Primeiramente, escolher o lugar mais arejado da casa para a reunião. Pode ser jardim, terraço, varanda, garagem aberta ou qualquer outro lugar que haja fluxo de ar.


Outra dica é as pessoas de um mesmo núcleo familiar permanecerem juntas e mais distantes das demais, com pelo menos dois metros de distância. E cuidado redobrado com idosos e com quem tem comorbidades. E festas sem beijos e abraços. Uso de máscara tempo integral, exceto quando estiver comendo e bebendo, e higienização das mãos várias vezes, orientam os dois médicos.

Outra recomendação é festa sem música. Isso porque, ao cantar ou falar mais alto por causa do som ambiente, as gotículas de saliva voam a distância maiores, explica o infectologista. Se a pessoa estiver com o coronavírus, aumenta significativamente o potencial de espalhar o vírus para quem está na festa. Mas ele ressalta que essas medidas não evitam totalmente o contágio, sendo o ideal celebrar com quem já está em casa.

Da Redação

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