Os desafios de Piracicaba para conduzir a região

Últimas duas décadas consolidou Piracicaba como sede regional de desenvolvimento social e econômico, mas a política foi a propulsora do avanço

Polícia Federal, Ministério Público, Deinter, Poupatempo, Polo Tecnológico, Instituto Federal, polo automobilístico, vale do silício do agronegócio. As últimas duas décadas para cidade de Piracicaba foram cruciais para o seu desenvolvimento e também para sua consolidação da sua vocação como liderança regional. Seja no campo ou na cidade, na indústria, no comércio ou na prestação de serviços, acumulam-se os exemplos bem-sucedidos de investimentos que levam a cidade, naturalmente, à uma posição de destaque no estado e no país. O que a credencia para ser a sede da futura Região Metropolitana de Piracicaba.

Serão 25 municípios a integrarem a nova unidade administrativa do governo do estado. Antes Aglomeração Urbana, a ascensão a Região Metropolitana pode, segundo os agentes políticos locais, significar um impulso importante para a solução de velhos problemas de gestão regional, como, por exemplos, a gestão dos resíduos sólidos e medidas mitigatórias para o enfretamento das sazonais crises hídricas. Em 2021, espera-se novamente uma das mais severas dos últimos 20 anos.

O caminho para se chegar ao projeto de lei complementar 9/2021, agora de autoria do governador João Doria, não foi simples nem rápido. Em 2014, o deputado Roberto Morais, protocolou seu projeto que pedia a constituição da região Metropolitana e, de lá pra cá, trabalhou para que ela se concretizasse. Na sua posse como deputado de primeiro mandato, em 1999, profetizou que atuaria para que o título ‘fim de linha’ atribuído a Piracicaba fosse esquecido. “Acho que depois de 22 anos como deputado, e tendo analisado todas as conquistas destes tempos, posso entender que conseguimos o que nos comprometemos no primeiro dia de mandato”, relembra.

Roberto, então eleito pelo PPS, que hoje chama-se Cidadania, caracterizou-se por atuar fortemente pela região como forma de desafogar o peso que Piracicaba sofria por absorver as demandas básicas dos municípios vizinhos. “A preocupação sempre foi a de auxiliar o acesso das administrações aos recursos do orçamento do Estado, principalmente em relação aos pequenos municípios”, explica.


O que não mudou nestas duas décadas é a importância da articulação política em todas as esferas para que os avanços conclamados pelo Governo do estado sejam alcançados. Segundo o deputado estadual, será preciso que os prefeitos das cidades se organizem a fim de ampliarem suas forças políticas em busca de soluções regionais que, por fim, acabem trazendo soluções de problemas pontuais das cidades. “Com a região metropolitana aprovada, os municípios deverão tomar à frente da gestão da região metropolitana fazendo a interlocução com o estado. Será preciso força e união”, disse.

Os desafios para Piracicaba será conduzir a formação da governança interfederativa da Região Metropolitiana, que será composta pelo Conselho de Desenvolvimento, o Comitê Executivo, a entidade autárquica, que terá funções técnico-consultivas e de integração regional e Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Piracicaba, voltado para integrar alocação de recursos destinados ao financiamento de atividades de interesse metropolitano e a respectiva prestação de contas. “Será o momento de Piracicaba assumir o seu protagonismo e promover a integração entre os prefeitos, fazendo acontecer a RMP e garantindo os benefícios para toda a região”, finalizou Roberto.

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