“Os efeitos devastadores dos conflitos internos”

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Foto: Pexels

Mahatma Gandhi nos ajuda a iniciar o raciocínio desta semana: “Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia”.

Analise a dimensão deste pensamento e pergunte a si mesmo se ele faz parte da sua vida. Se a resposta não for sim, saiba que você pode estar sendo ou será vítima dos seus próprios conflitos. Vamos entender melhor e saber gerenciar isso?

Sempre importante lembrar que somos seres emocionais e quando nossa essência é desviada, obstruída ou bloqueada por influências, manipulações ou mesmo por experiências mal compreendidas ou resolvidas, nascem aí processos extremamente danosos e podemos citar vários exemplos, como doenças e transtornos psíquicos e físicos, os descontroles emocionais, as rupturas em relações interpessoais, o baixo desempenho profissional, as dificuldades no gerenciamento de pessoas nas empresas (que, aliás, buscam muitas vezes treinar seus funcionários com técnicas de gestão de pessoas, se esquecendo que, sem essa raiz que estamos abordando hoje nada produzirá resultados positivos), além de tantos outros exemplos.

Portanto, o convite (antídoto) é a compreensão de que, quando não estamos bem onde estamos (pessoal ou profissional) ou entramos em algum conflito interno, podemos mudar nossa perspectiva para um cenário que abre nossa mente a novas ideias e saídas e, sem perceber, produzimos neste instante um grande volume de combustível que nos faz ir adiante, sintonizando nossa essência, através da ampliação do autoconhecimento, não nos deixando levar por forças inconscientes.

Entretanto, podemos também nos enganar e encontrar desculpas ou justificativas para que, aquilo que precisa ser realmente feito por nós (iniciativa, mudança, saída da zona de conforto, solução de conflitos) não seja feito. E, neste caso, nosso cérebro nos envia uma espécie de “saída utópica”, onde buscamos encontrar culpados, nos vitimizar ou criticar o outro, uma vez que isso “alivia”, o que, na verdade, apenas alimenta o autoengano.

Quanto mais nos conhecemos, melhor gerenciamos nossas emoções e nosso comportamento, aumentando o ângulo de visão, ganhando sabedoria e força para começar a vivenciar as oportunidades que se escondem nos problemas e, assim, encontramos um vasto leque de saídas inteligentes (ao invés de “sair para o ataque”). Isto sim é poder. Isto é inteligência emocional, além do que, evitamos uma grande quantidade de problemas, dissabores e prejuízos nos mais variados campos.

Conflitos internos são como freios para o desenvolvimento e para a felicidade e geram falta de autodomínio, de autoconfiança, de autoestima, trazendo culpa, derrota, sentimentos negativos e angústia. Se você passa por isso, procure ajuda e solução. E não se esqueça: faça sempre a sua parte. Se o outro não está correto, o máximo que você pode fazer é conversar, tentar conscientizar e, se não adiantar, não vá além do que você pode ir e não crie “mais” problemas. O Universo e o tempo vão cuidando de tudo. Cuide de você. Ame-se. Procure seu lugar, o lugar que sua essência pede para você ir, não a plateia… Encontre-se; faça o que está no seu controle e aceite o que não está. Busque a sintonia coerente entre o que você pensa, diz e faz.

“Tente mover o mundo: o primeiro passo será mover a si mesmo”. (Platão)

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