Sem manutenção, painel 'Colorindo a Saudade', do Cemitério sofre com infiltrações e falhas nas obras. (foto: Amanda Vieira/JP)

Uma década após a instalação de painéis com pinturas de artistas piracicabanos no muro do Cemitério da Saudade, grande parte das obras está sofrendo com a deterioação causada pela ação do tempo. As pinturas estão opacas, as cores desbotadas e já não chamam mais a atenção das pessoas como ocorria há anos.

A Prefeitura de Piracicaba foi questionada sobre a situação do uro e das obras de artes que estão de frente para a avenda Ondepenência.

Por meio da assessoria de imprensa, a Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente) responsável pela gestão dos cemitérios municipais, informou que está fazendo um levantamento orçamentário para recuperar e impermeabilizar partes do muro que sofrem com a umidade. “Assim que esses trechos forem recuperados, os artistas, autores da obras que foram prejudicadas pela ação do tempo, serão convidados a restaurar suas pinturas”, informou a pasta em nota enviada à redação.

O artista plástico Eduardo Grosso tem três de suas obras expostas em locais públicos da cidade, duas delas estão no muro do cemitério.

Ele admitiu que os painéis estão sofrendo com a ação do tempo e contou que ao longo dos dez anos nunca houve restauração dos trabalhos. Ele citou ainda o probla nas obras da Sapucia que sofrem com as rachaduras. Grosso disse que há algum tempo um dos pintores que têm obras no muro e que trabalha com pintura de paredes chegou a encabeçar um movimento para pitar o muro do cemitério, mas não houve avanço.

PICHAÇÕES

Um dos objetivos de disponibilizar o muro do Cemitério da Saudade para receber as obras de artes foi para inibir as pichações que antes ocorriam na estrutura. Na época houve a revitalização e pintura do muro na Avenida Independência.

Na época, alguns dos artistas foram homenageados pela Câmara de Vereadores devido à qualidade dos trabalhos.

A partir daí, a prefeitura adotou obras de arte de pintores locais para decorar muros de prédios públicos e assim evitar a degradação.

Beto Silva
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