Pais pedem ajuda para conseguir vaga de cirurgia à filha cardiopata, de 2 meses

Bebê está na fila de espera do sistema público de saúde do Estado para realizar procedimento em hospital especializado

A vendedora Thainá Fernanda e o segurança Daniel Cardoso da Silva são pais de uma bebê que está internada na UTI Neonatal desde o dia que nasceu, em fevereiro deste ano, na Santa Casa de Piracicaba, por conta de uma má formação no coração dela.

Cardiopata congênita, a bebê precisa de uma cirurgia para corrigir o problema, realizada por um cirurgião cardiologista pediátrico. Em Piracicaba, não há hospital especializado que possa realizar o procedimento.

Os pais aguardam preocupados uma vaga para a filha na fila de espera de cirurgia por meio da Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde), que é um ponto de contato de todos os hospitais e serviços de saúde que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado de São Paulo.

Daniel entrou em contato com a equipe de reportagem do JP neste segunda-feira (09) para pedir ajuda e mais informações sobre o andamento do caso da filha no sistema público de saúde. “Faz mais de dois meses que ela está internada. Não sabemos mais para quem pedir ajuda, já falamos com vereadores e deputados que nos prometeram que ela seria transferida e até agora nada”, ele lamenta.

Questionada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que está ciente do caso, mas a liberação da vaga depende do Estado. A assessoria de imprensa da Santa Casa de Piracicaba ressalta que presta toda assistência necessária à paciente até que ela possa passar pela cirurgia e também que a família tem recebido o devido amparo assistencial.

Em nota, a Cross informa que a paciente segue acompanhada pela equipe médica, e aguarda finalização de tratamento, para regular para unidade de referência. Salienta ainda que a transferência de um paciente não depende exclusivamente de disponibilidade de vagas, mas também de quadro clínico estável que permita o deslocamento a outro serviço de saúde para sua própria segurança.

Reforça também que “a Cross não nega vagas. É apenas um serviço intermediário entre os serviços de origem e de referência e funciona 24 horas por dia. Seu papel não é criar vagas ou leitos, mas auxiliar na identificação de uma vaga no hospital mais próximo e apto a cuidar do caso”.

Laís Seguin
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