Pandemia agrava transtornos comportamentais, diz psicóloga

Érika Penha disse que a ansiedade afeta mais os brasileiros (Divulgação)

Desde março de 2020, as pessoas acompanharam uma mudança abrupta da rotina. Os contatos foram ficando cada vez mais distantes e até o tradicional almoço de domingo com a família reunida precisou ser suspenso. O motivo? A pandemia da covid-19 que já causou a morte de 589 mil brasileiros. A vacina está chegando aos mais jovens, mas ainda não é o momento de tomar os cuidados necessários. Afinal, a variante delta está por aí e infelizmente centenas de pessoas ainda estão morrendo diariamente. Como manter o equilíbrio emocional diante desse cenário?

A psicóloga Érika Penha, que é autora de um e-book “Como controlar a ansiedade”, disse que tudo isso contribuiu para aumentar alguns problemas comportamentais. O primeiro deles foi a ansiedade. “O Brasil é o maior país com problemas de ansiedade. Hoje 80% da população tem algum tipo de ansiedade. Recebo pelo menos 20 ligações por dia de pessoas procurando por algum tipo de ajuda para enfrentar esse momento. Os convênios já não estão dando conta da demanda do profissionais de saúde como os psiquiatras e psicólogos”, afirmou a profissional.

Érika explica que já estão sendo desenvolvidos pesquisas internacionais sobre as sequelas da covid. “Independente se passaram pela doença em casa ou no hospital, muitas pessoas desenvolveram pânico, ansiedade e depressão, além de outras doenças, alguns até problemas cardíacos. Isso acarreta muito medo”, relatou.

Segundo ela, há relatos de pacientes que desenvolveram fobias sociais, pois passam mal quando ficam perto de pessoas.

“A maioria dos transtornos de ansiedade pode ser superada sem o uso de medicamentos, diferente dos casos de depressão, que precisam”, afirmou.

A psicóloga também citou outros casos de transtornos comportamentais agravados com a pandemia. Como o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), pois as pessoas já tinham o hábito de usar álcool em gel e depois da pandemia quase tiram a roupa no elevador com medo do vírus.

Outro é o transtorno pós-traumático, tanto das pessoas que perderam alguém próximo para a doença, ou aqueles que ficam entubados, que foi gerado um estresse muito grande. Érika ressaltou que é importante procurar ajuda de um profissional quando perceber que algo não está bem, pois nem sempre as pessoas percebem os próprios transtornos comportamentais.

INSTAGRAM

Para saber sobre o e-book entre em contato pelo Instagram @erikapenhapessoal.

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Cristiani Azanha

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