Pandemia e aumento do número de divórcios

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Cerimônias de casamento costumam ser ocasiões belas, agradáveis e felizes. Quando um casal se coloca diante do altar, dá as mãos, olha nos olhos um do outro e profere os votos matrimoniais. Os dois se sentem cheios de alegria. Eles creem que seu amor seja tão especial, e seu vínculo tão forte que permanecerão unidos “na saúde e na doença”, “na riqueza e na pobreza”, “até que a morte os separe”.

A realidade é que a maioria dos casais acaba em um destes três caminhos: prosperam, vivem em conflito ou se separam. Nos Brasil, durante a pandemia o número de divórcios cresceu 54%. O que aconteceu com a disposição de permanecerem juntos “até que a morte os separe”? As pessoas que fizeram estes votos não estavam levando a sério? Ou existiria uma falta de compreensão verdadeira sobre o real significado de suas palavras?

Depois de muitos casais terem ouvido sobre o alto índice de fracasso nos casamentos, alguns diminuem seu compromisso conjugal, fazendo ajustes às expressões encontradas no voto tradicional. Atualmente, alguns dizem “até que a morte do amor nos separe”. Parece que há casais diminuindo as expectativas, para o caso de não conseguirem viver à altura de um nível tão grande de comprometimento.

Infelizmente, as pessoas sofreram uma lavagem cerebral que as faz acreditar que, quando os sentimentos românticos se dissolvem, elas deixam de amar.

De fato, a instituição do casamento parece estar em crise no mundo inteiro. Todos conhecem algum casal que passou pelo divórcio, ainda mais neste tempo que estamos vivendo em aflição profunda. Diante de fatos tão desanimadores, como um casal pode permanecer casado e feliz a vida inteira? Na sociedade atual é possível construir um casamento que dure “até que a morte os separe”? É possível prevenir crises e separação? A resposta é SIM, os casais podem permanecer casados e felizes, minimizar as crises e se manter longe das estatísticas de divórcio.

A maioria de nós ouviu falar sobre se apaixonar ou já passou por essa experiência. Pelo menos, é assim que chamamos aquele misto de sentimentos empolgantes, o frio na barriga que experimentamos quando nos sentimos fortemente atraídos. Mas isso não é amor de verdade; é apenas a resposta natural do corpo à química cerebral, um fenômeno físico que ocorre quando conhecemos alguém que para nós é atraente. Prefiro chamar esta sensação de gostar.

Outra verdade é que essa reação empolgante não continua para sempre com a mesma pessoa, a menos que façamos uma escolha consciente de nos manter conectados a ela de maneira POSITIVA E DIÁRIA. A força poderosa que nos une no início se desgasta à medida que paramos de fazer todas as coisas maravilhosas que fazíamos no começo do relacionamento, e passamos a administrar as preocupações da vida cotidiana. Infelizmente, as pessoas sofrem uma lavagem cerebral que as faz acreditar que, quando os sentimentos românticos se dissolvem, elas deixam de amar.

O sentimento de apaixonar-se é belo, mas os relacionamentos são dinâmicos e estão sempre mudando. Com muito esforço, tempo, compromisso e vontade de continuar, é possível conservar ou até reascender a chama de um amor que pode ser pleno e estável ao longo da vida.

Construir um casamento de sucesso é como edificar uma casa. É necessário planejamento e trabalho dedicado. Apresento a seguir uma sugestão de cinco passos para que você construa um relacionamento forte e saudável.

Edifique seu casamento com base no amor verdadeiro; Aceite as falhas e imperfeições do outro; Ouça seu parceiro; Perdoe com frequência e Abrace mais. Se você está disposto a dar esses passos para construir ou refazer seu casamento, construirá um relacionamento capaz de enfrentar as tempestades da vida. Meu desejo é que você viva o “FELIZES PARA SEMPRE”.

Com Carinho, Fabiane Fischer

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