Pandemia exige das mulheres resistência e luta, afirma Bebel

Na pandemia, Bebel destaca que as mulheres são 70% dos profi ssionais da saúde mais expostos à contaminação. (Foto: Amanda Vieira/JP)

Nesse 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a deputada estadual professora Bebel (PT) destaca a vocação para a resistência e luta, principalmente nesse momento de agravamento de pandemia do coronavírus.

Como deputada e presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensinso Ofi cial do Estado de São Paulo) , Bebel afi rma que a luta é contra a discriminação, as desigualdades e a violência de gênero ‘que historicamente a sociedade machista tenta impor às mulheres’.

“Mas lutar e resistir num contexto de persistência da pandemia do coronavírus, quando as mulheres são as mais atingidas e penalizadas, seja no mercado de trabalho, na violência doméstica e feminicídios, na carestia crescente e no desalento da fome, é sem dúvida hoje o nosso principal desafio”, avaliou.

“Aqui no Estado de São Paulo, o governador João Doria – aliado na eleição de Bolsonaro -, adotou o gerenciamento da quantidade de mortes como política pública. A testagem da população e monitoramento das contaminações com isolamentos dirigidos nunca foram implementados. Um caso exemplar é a insistência de Doria na volta às aulas presenciais neste momento de explosão de casos, internações e mortes pelo coronavírus, inclusive nesse momento em que o Estado de São Paulo voltou à fase vermelha”, apontou.

Bebel destacou que as mulheres são 70% dos profi ssionais dos setores de saúde e cuidados, os mais expostos à contaminação. “Nós, mulheres, somos 54% da força de trabalho informal – sem nenhuma proteção trabalhista e social”, afi rmou.

Ela lembrou as empregadas domésticas que, em sua avaliação, foram as primeiras trabalhadoras a perder o emprego e a renda. Segundo a presidente da Apeoesp, na educação, as mulheres são mais de 90% da força de trabalho.

“Na pandemia, houve um agravamento da violência doméstica e aumento dos casos de feminicídio, causando a morte de três mulheres todos os dias no país. As mulheres pobres e as mulheres negras são ainda mais penalizadas, sem acesso a políticas públicas, moradia, saneamento básico, proteção social”, 54% das mulheres têm trabalho informal, sem amparo acrescentou.

Da Redação

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