Para amenizar crise: Estado suspende tarifa para abertura de empresas

Número de infectados na cidade chegou ontem a 10.887 (Foto: Amanda Vieira/JP)

O Governo do Estado anunciou a suspensão da cobrança de tarifa para abertura de novas empresas. O objetivo é impulsionar o empreendedorismo e estimular a economia, atenuando os impactos na geração de emprego e renda decorrentes da pandemia do coronavírus.

“Essa é mais uma ação do Governo de São Paulo de estímulo à atividade econômica, sobretudo para micro e pequenos empreendedores. Desde o início da pandemia, o Governo do Estado liberou R$ 720 milhões em microcrédito por meio do Banco do Povo e da Desenvolve SP”, afirmou o governador.

“São Paulo representa 36% da economia brasileira. Se recuperarmos a economia de São Paulo, estaremos ajudando a recuperar a economia do Brasil”, acrescentou Doria. Os novos negócios terão o benefício concedido por 60 dias a partir desta terça (25), após a publicação no Diário Oficial do Estado. A suspensão da cobrança vale para empresas classificadas como Limitada, Empresário Individual por Responsabilidade Limitada, Sociedade Anônima, Empresa Pública, Empresário Individual e Sociedade Cooperativa.

QUEDA NO NÚMERO DE MORTES
O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta segunda-feira uma queda no índice de óbitos por coronavírus pela segunda semana consecutiva nas regiões paulistas. A redução foi de 9% em comparação com a semana anterior, segundo o governo. A comparação entre os períodos de 2 a 8 de agosto e de 9 a 15 de agosto já havia apontado redução de 1% nas mortes no estado. Em Piracicaba, o comparativo entre as duas últimas semanas – de 9 a 15 de e de 16 a 22 de agosto aponta uma queda de 5% nas mortes e 15% no número de novos diagnósticos de covid-19.

Na avaliação do governo do Estado, a situação demonstra que o Plano São Paulo, ‘as autoridades de saúde e aqueles que atuam na saúde pública e privada têm cumprido a sua função, o seu dever de salvar vidas’.

“São Paulo foi e continua sendo o epicentro da pandemia no Brasil, mas as medidas que estamos adotando aqui no Plano São Paulo têm permitido o atendimento a todos que precisam. Ninguém ficou sem atendimento em São Paulo”, afirmou o governador João Doria (PSDB).

Na semana de 9 a 15 de agosto, o estado registrou um total de 1.764 mortes por covid-19, enquanto Piracicaba registrou 19 óbitos. Já entre os dias 16 e 22 de agosto, o número caiu para 1.612 no Estado o que significa queda de 9% nas estatísticas e 152 vítimas fatais a menos. Em Piracicaba houve 18 mortes no período.

Houve redução de óbitos por coronavírus em todas as regiões do estado de São Paulo nas duas semanas, segundo avaliação do governo. “Isso reforça o objetivo do Plano São Paulo em salvar vidas. Estamos nos mantendo por três semanas consecutivas com taxas de ocupação de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) em até 60%”, afirmou o Secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira.

A taxa de ocupação em UTI é de 55,6% no Estado e de 53,7% na Grande São Paulo. Houve queda de 7% nas internações em UTI nos municípios paulistas, 9% na capital e 3% no interior e litoral.

MORTES EM PIRACICABA
A Secretaria de Saúde de Piracicaba registrou ontem, cinco mortes em razão da covid-19. As vítimas são três idosos de 61, 65 e 68 anos e duas mulheres, de 21 e 85 anos. Com esses óbitos o número de vitimas fatais da doença no município aumentou para 269.

Em relação aos infectados pelo novo coronavírus, foram mais 97 pessoas nas últimas 24 horas, sendo 57 mulheres e 40 homens, elevando o número de contaminados para 10.887. Ontem foi o terceiro dia consecutivo em que a cidade registrou menos de 100 casos. Piracicaba tem ainda 9.362 pessoas recuperadas da doença, 1.256 pessoas em tratamento, 958 casos suspeitos e 13.459 casos descartados.

MORTES NO ESTADO
O Estado de São Paulo registrou nesta segunda-feira 28.505 óbitos e 756.480 casos confirmados do novo coronavírus. Entre o total de casos diagnosticados de covid-19, 570.165 pessoas estão recuperadas, sendo que 86.023 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

Beto Silva